IGP-DI contraria previsão e acelera a 3,68% em outubro

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São Paulo, 6 de novembro de 2020 – O Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a alta e subiu 3,68% em outubro, após avançar 3,30% em setembro, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado contrariou a previsão de desaceleração a 3,13%, ficando, portanto, acima da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA. Com isso, o indicador acumula altas de 19,02% no ano e de 22,12% em 12 meses, até o mês passado, resultado que também ficou acima da previsão, de +21,42%, ainda segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a alta de 4,38% em setembro e subiu 4,86% em outubro. Já o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) perdeu força e subiu 0,65%, de +0,82% no mês anterior, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) ganhou força e passou de +1,16% para +1,73%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais acelerou a alta de 2,74% em setembro e subiu 2,95% em outubro, sendo que a maior influência veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,86% para 11,05%. Já o subíndice de bens intermediários ganharam força e passaram de 3,21% no mês anterior para +4,43% no mês passado, enquanto o das matérias-primas brutas praticamente manteve o ritmo de alta, passando de +6,77% para +6,78%, no mesmo período.

Nos itens de origem, ainda no âmbito do IPA, os produtos agropecuários aceleram a alta e passaram de +8,57% em setembro para +9,51% em outubro, enquanto os produtos industriais mantiveram o ritmo de alta e passaram de 2,78% para +2,99%, na mesma comparação.

No IPC, cinco das oito classes de despesa apresentaram decréscimo na taxas de variação de preços, na passagem de agosto para setembro, com destaque para Educação, Leitura e Recreação (de +3,19% para +1,81%) e Transportes (de +0,78% para +0,40%). Nessas classes de despesa, destaque para o comportamento do item passagem aérea (de +39,62% para +16,35%) e gasolina (de +2,13% para +0,48%).

Na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamento e serviços acelerou o ritmo de alta e subiu 3,39% em outubro, de +2,50% em setembro, enquanto o custo da mão de obra apagou a estabilidade no mês anterior e subiu 0,26% no mês passado.