IGP-DI cai 0,51% em agosto, menos que o esperado

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Por: Olívia Bulla

São Paulo – O Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,51% em agosto em relação a julho, menos que a previsão de queda de 0,57%, conforme a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA. No mês anterior, o IGP-DI havia oscilado em baixa de 0,01% em relação a junho.

Com isso, o indicador acumula altas de 3,86% no ano e de 4,32% nos últimos 12 meses, até o mês passado. O resultado acumulado em 12 meses ficou acima da previsão, de alta de +4,26%, também segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Indice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a queda de 0,22% em julho e caiu 0,90% em agosto; o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) reduziu a alta de 0,31% no mês anterior e subiu 0,17% no mês passado, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +0,58% para +0,42%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais teve queda de 0,10% em agosto, menos que o recuo de 0,53% em julho, sendo que a maior influência veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,56% para -1,37%. Da mesma forma, o subíndice de bens intermediários reduziu a queda e caiu 0,47% no mês passado, de -1,10% no mês anterior, enquanto o das matérias-primas brutas apagou a alta de +1,14% e caiu 2,27%, no mesmo período.

Já nos itens de origem, ainda no IPA, os produtos agropecuários apagaram a queda de 2,08% em julho e subiram 0,93% em agosto, ao passo que os produtos industriais praticamente apagaram a alta de 0,39% e caíram 1,49%, na mesma comparação.

No IPC, cinco das oito classes de despesa apresentaram decréscimo na taxas de variação de preços. A maior contribuição veio do grupo Alimentação, cuja taxa passou de +0,35% para -0,36%, com destaque para o comportamento do item hortaliças e legumes (de -0,34% para -10,75%).

Por fim, na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamento e serviços desacelerou a 0,10% no mês passado, de +0,26% no mês anterior, assim como o custo da mão de obra, que desacelerou de +0,84% para +0,69%, na mesma base de comparação.