IGP-DI acelera e sobe mais que o esperado em maio, aponta FGV

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Foto: Sanja Gjenero / freeimages.com

São Paulo – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) ganhou força e subiu 1,07% em maio, após oscilar em alta de 0,05% em abril, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou bem acima da previsão de alta de 0,54%, conforme a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.

Com isso, o indicador acumula altas de 2,89% no ano e de 6,81% em 12 meses, até o mês passado, resultado que também ficou acima da previsão, de +6,38%, ainda segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a alta de 0,11% em abril e subiu 1,77% em maio. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) intensificou a queda de 0,18% no mês anterior e recuou 0,54% no mês passado, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +0,22% para +0,20%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais apagou a queda de 0,22% em abril e subiu 1,24% em maio, sendo que a maior influência veio do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -25,02% para +5,89%. O subíndice de bens intermediários reduziu a queda de 2,02% no mês anterior e caiu 0,09% no mês passado, enquanto o das matérias-primas brutas acelerou a alta de 2,65% para +4,15%, no mesmo período.

Já nos itens de origem, ainda no IPA, os produtos agropecuários mantiveram o ritmo de alta e passaram de +1,62% em abril para +1,56% em maio, ao passo que os produtos industriais apagaram a queda de 0,45% e subiram 1,85%, na mesma comparação.

No IPC, sete das oito classes de despesa apresentaram decréscimo nas taxas de variação de preços, com destaque para Alimentação (de +1,10% para +0,37%); Transportes (de -2,02% para -2,06%) e Habitação (de +0,13% para -0,19%). Nessas classes de despesa, destaque para o comportamento dos itens laticínios (de +2,98% para -0,21%); passagem aérea (de -6,03% para -14,08%) e tarifa de eletricidade residencial (de +0,05% para -0,93%).

Na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamento e serviços manteve o ritmo de alta e subiu 0,44% em maio, de +0,48% em abril, enquanto o custo da mão de obra manteve a estabilidade vista no mês anterior.