IGP-10 desacelera em abril, mas acumula alta de 31,74% em 12 meses

São Paulo – O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,58% em abril, desacelerando-se em relação à alta de 2,99% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o IGP-10 acumula altas de 9,16% no ano e de 31,74% em 12 meses, até este mês.

Entre os componentes do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) perdeu parte da força e subiu 1,79% em abril, de +3,69% em março. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou o ritmo de alta e subiu 0,87% neste mês, de +0,71% no mês passado, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +1,96% para +1,24%, no mesmo período.

Nos estágios do IPA, os bens finais desaceleraram o ritmo de alta e subiram 1,71% em abril, de +2,22% em março, sendo que a maior contribuição veio do subgrupo combustíveis para consumo, cuja taxa passou de +17,61% para +6,75%. Os bens intermediários também desaceleraram, passando de 5,90% no mês passado para +4,43% neste mês. A principal contribuição veio do subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, cuja taxa passou de 15,98% para 10,81%. Já as matérias-primas brutas apagaram a alta de +3,03% e recuaram 0,30%, no período. 

Entre os itens de origem, ainda no âmbito do IPA, os produtos agropecuários desaceleraram a alta para +1,30% neste mês, de +1,83% no mês passado, enquanto os produtos industriais avançaram 1,99%, de +4,46%, na mesma base de comparação.

Já no âmbito do IPC, sete das oito classes de despesa registraram acréscimo nas taxas de variação de preços em base mensal, com destaque para o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (+0,27% para +0,78%), puxado pelo comportamento do item artigos de higiene e cuidado pessoal (de +0,01% para +1,36%). 

Entre os componentes do INCC, o índice relativo a materiais e equipamentos perdeu força, passando de +4,49% em março para +2,76% em abril, enquanto o índice de serviços desacelerou de +0,73% para +0,55% e o índice do custo da mão de obra passou a +0,11%, de +0,18% antes.