Ibovespa fecha perto das mínimas e cai mais de 3% em janeiro

Foto: Svilen Milev / freeimages.com

O Ibovespa voltou a fechar em forte queda apenas um dia depois de ter interrompido uma sequência de seis pregões no vermelho – a pior sequência da bolsa brasileira desde maio de 2016. O Ibovespa recuou 3,20%, encerrando a sexta-feira perto das mínimas da sessão, aos 115.067,55 pontos. Com isso, o índice acumulou a terceira semana seguida de baixa, recuando 1,97%, e terminou janeiro em queda de 3,32% na comparação com o nível no qual iniciou 2021.

No pregão de hoje, a aversão ao risco mais uma vez deu o tom nos mercados financeiros internacionais em meio ao avanço da pandemia de covid-19, ao atraso das vacinas na Europa e aos novos capítulos da disputa em torno das ações da varejista de jogos eletrônicos GameStop entre pequenos investidores e grandes fundos com posições vendidas no ativo. Na B3, os investidores acompanharam os desdobramentos de um plano de pequenos investidores reunidos em uma rede social na tentativa de emular o ocorrido com os papéis da GameStop nas ações da resseguradora IRB Brasil, que passaram o dia em leilão e fecharam em queda acentuada.

O dólar comercial fechou em alta de 0,73% no mercado à vista, cotado a R$ 5,4760 para venda, em sessão volátil em meio à formação de preço da taxa Ptax – média das cotações apuradas pelo Banco Central (BC) – de fim de mês, o que normalmente provoca oscilações da moeda estrangeira. Além de acompanhar o movimento de cautela no exterior e local, antes de uma semana carregada de eventos. Em semana encurtada com o feriado em São Paulo, o dólar teve ligeira desvalorização de 0,02%.

O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca que o dólar teve valorização global “apoiado na fuga do risco” por parte dos investidores em meio ao “ataque especulativo” iniciado na bolsa de valores de Nova York ontem. “Inevitavelmente, ecoa hoje”, diz sobre a forte queda dos índices dos mercados de ações, como o Ibovespa, que caminha para recuar mais de 2% na sessão.

As taxas dos contratos de juros futuros (DIs) encerraram a sessão em queda, mantendo a trajetória exibida desde a abertura. O movimento foi na contramão da alta do dólar, que se aproxima da faixa de R$ 5,50, e também do ambiente mais avesso ao risco no exterior, diante da volatilidade e especulação de pequenos investidores em ações. A curva a termo local ampliou o ajuste iniciado ontem, quando uma releitura sobre a mensagem deixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) disparou a retirada de prêmios.

A possibilidade de uma bolha especulativa em Wall Street somada às preocupações com a recuperação econômica voltaram a derrubar os principais índices do mercado de ações norte-americano, que terminaram o dia queda de 2% e amargaram perdas na semana e no mês, a exceção do Nasdaq.

Confira abaixo a variação e a pontuação dos principais índices de ações dos Estados Unidos no fechamento:

Dow Jones: -2,03%, 29.982,62 pontos
Nasdaq Composto: -2,00%, 13.070,70 pontos
S&P 500: -1,93%, 3.714,24 pontos