IBGE: Produção industrial sobe 0,40% em janeiro ante dezembro; mercado previa +0,10%

A produção industrial brasileira cresceu pelo nono mês seguido, em +0,40% em janeiro em relação a dezembro, eliminando a perda de 27,1% registrada entre março e abril, sob impacto da pandemia, e acumulando alta de 42,3% desde então. O resultado mensal superou a previsão de alta de 0,10%, conforme mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.

Já na comparação anual, a produção industrial brasileira registrou o quinto resultado positivo consecutivo, de +2,00%. O resultado veio em linha com a mediana das expectativas, de +2,00%, ainda conforme o Termômetro CMA. Com o resultado, a indústria nacional acumula queda de 4,3% em 12 meses até janeiro. Mesmo com o desempenho positivo nos últimos meses, a indústria nacional ainda se encontra 12,9% abaixo do topo recorde, alcançado em maio de 2011.

A abertura do dado mensal mostra que houve alta em 11 das 26 atividades pesquisadas, com avanço em três das quatro grandes categorias. “Diferentemente dos meses anteriores, no resultado de janeiro não predominam taxas positivas entre as grandes categorias econômicas e as atividades industriais pesquisadas”, enfatiza o IBGE.

Entre as atividades pesquisadas, a principal influência positiva veio de produtos alimentícios, com aumento de 3,1%, eliminando parte da redução de 11% observada nos últimos três meses de 2020. Os setores de de indústrias extrativas (+1,5%), produtos diversos (+14,9%), celulose, papel e produtos de papel (+4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+1,0%) e móveis (+3,6%) também proporcionaram contribuições positivas importantes sobre o total da indústria.

Já entre as 14 atividades em queda, a indústria de metalurgia (-13,9%) exerceu o principal impacto negativo no mês, interrompendo seis meses seguidos de taxas positivas consecutivas durante os quais houve expansão de 59,0%.

Enquanto isso, entre as grandes categorias econômicas pesquisadas, ainda em relação a dezembro, bens de capital (+5,0%) e bens de consumo duráveis (+1,9%) assinalaram os avanços mais intensos nesse mês. Ambos mantiveram o comportamento positivo observado desde julho de 2020 e acumulando nesse período ganhos de 87,3% e 192,1%, respectivamente. O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (+0,9%) também mostrou crescimento em janeiro de 2021, prosseguindo, dessa forma, com a sequência de resultados positivos iniciada em junho de 2020, acumulando nesse período expansão de 22,5%; enquanto o setor produtor de bens intermediários manteve-se estável em dezembro, interrompendo a trajetória ascendente iniciada em junho de 2020.

Já no confronto com igual mês do ano anterior, o setor industrial registrou resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas e em 18 dos 26 ramos pesquisados. O IBGE observa que janeiro de 2020 teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês do ano anterior, totalizando 20 dias.

Entre as atividades, as de máquinas e equipamentos (+17,7%), produtos de metal (+12,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (+4,8%), produtos de minerais não-metálicos (+11,5%) e produtos de borracha e de material plástico (+9,5%) exerceram a maior influência positiva. Na outra ponta, destaque para a queda em produtos alimentícios (-5,5%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,5%); e outros equipamentos de transporte (-36,7%). Entre as quatro grandes categorias econômicas, bens de capital subiram 17,0% e bens intermediários avançaram 2,3%. Enquanto isso, bens de consumo duráveis caíram 4,2% e bens de consumo semi e não-duráveis tiveram queda de 0,4%.