Hypera buscará a liderança do mercado farmacêutico em 2021

São Paulo – A Hypera buscará a liderança no mercado farmacêutico em 2021, por meio da implementação de estratégias comerciais e de marketing, expansão dos investimentos em produção e aquisições, mas considerando a redução da alavancagem no curto prazo, que atualmente é de 0,5 vez.

Em teleconferência com investidores, os executivos da companhia disseram que os investimentos em 2021 serão superiores aos R$ 450 milhões realizados pela companhia no ano passado, mas disseram que os números serão informados no Hypera Day, dia 12 de março, às 14h.

A companhia destacou a aceleração dos investimentos para aumentar a capacidade de produção de sua fábrica de estéreis, que deve aumentar em 75% a capacidade de produção de sólidos até o final do terceiro trimestre.

“Vamos investir na fábrica de medicamentos estéreis em que temos uma participação ainda tímida”, disse Breno Oliveira, presidente da companhia.

A companhia possui um complexo operacional farmacêutico em Anápolis, em Goiás, com capacidade de produzir mais de 17 bilhões de doses de sólidos, 40 milhões de unidades de injetáveis e mais de 330 milhões de unidades de líquidos, cremes, óleos e loções.

Segundo o executivo, a estratégia da companhia é baseada na diversificação de seu portfólio, para reduzir a dependência nos diversos segmentos de atuação.

A empresa avalia produzir vacinas por meio da Bionovis, joint venture em que participa para atuar no mercado de biofármacos de alta complexidade, que teve 86% de crescimento em receita líquida em 2020.

A companhia diz que vê um crescimento acelerado no segmento de vitaminas e prevenção, em que tem as marcas Addera, Vitasay e Neoquímica, em que vê boas perspectivas de rentabilidade.

A companhia vê boas perspectivas em antigripais com o aumento da circulação da população, mas ainda em patamares menores que os de 2020.

“Trabalhamos para alcançar margens melhores em 2021, mas temos o cãmbio como obstáculo, que optamos por reduzir nossa exposição. Nosso hedge atual está na casa de 3,30, abaixo da exposição de 4,5 no ano passado”, disse Adalmario Couto, diretor de relações com investidores da companhia.

Segundo o executivo, a companhia vai focar na margem ebitda, por meio da manutenção do controle de despesas, para elevar este indicador e a geração de caixa.

A companhia também trabalha para reduzir os riscos relacionados à matéria prima e está incluindo novos fornecedores para aumentar sua capacidade de negociação por oferta e custos.

MARKETING

Nos últimos anos a companhia também viu boas oportunidades em otimização dos investimentos de mídia, com melhores custos e eficiência e priorizando canais digitais.

“As visitas remotas dos representantes aumentaram a produtividade das equipes”, disse o executivo.

Em 2020, a companhia também investiu em novas novas iniciativas para aumento da visibilidade de suas marcas, como o acordo para exploração dos naming rights da Arena Corinthians por 20 anos, que passou a se chamar Neo Química Arena.

No ano passado, as despesas com marketing tiveram queda de 6,7% em comparação a 2019 e representaram 19,2% da receita líquida da companhia.

ENDIVIDAMENTO

Em 2020, o endividamento bruto da companhia totalizou R$ 5,5 bilhões e a dívida líquida ficou negativa em R$ 764 milhões. A geração livre de caixa foi negativa em R$ 794,7 milhões, consequência principalmente do pagamento de R$1,3 bilhão pela aquisição da família Buscopan realizado no terceiro trimestre do ano passado e dos investimentos adicionais para expansão da capacidade fabril em Anápolis realizados ao longo do ano, segundo informado no balanço do quarto trimestre.