Guedes diz que levou “carrinho” de Bolsonaro, mas que Renda Brasil respeitará teto

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Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Por Priscilla Oliveira

Brasília, 28 de agosto de 2020 – O ministro da economia, Paulo Guedes, brincou nesta sexta-feira ao dizer que o presidente Jair Bolsonaro deu um “carrinho” quando criticou a proposta da equipe econômica para o programa Renda Brasil. “Falei com ele: pô, presidente, carrinho é entrada perigosa, ainda bem que foi fora da área, se não era pênalti”.

Ele afirmou, no entanto, que o programa ainda está sendo desenvolvido pela equipe econômica e sendo feito dentro do teto de gastos.

Para Guedes, é preciso descarimbar as despesas que tiram da classe política a capacidade de gestão. “Se temos um teto com o piso subindo, o colapso é inevitável, esse teto vai cair na nossa cabeça. Temos que travar o piso e descarimbar essas despesas que tiram da classe política a capacidade de gestão”, afirmou o ministro em evento online promovido pelo Instituto Aço Brasil.

O ministro disse ainda que o governo está comprometido com as reformas para conter o crescimento das despesas. “Atingimos algumas despesas frontalmente com a reformas da previdência que é a que mais crescia. Estamos comprometidos com as reformas”.

Sendo Guedes, o texto da reforma administrativa já está praticamente pronto para ser enviado ao Congresso, mas “quem dá o timing das reformas é a política”. A proposta de reformas administrativa está pronta desde 2019, mas vem sendo adiada pelo Presidente Jair Bolsonaro.

O ministro ainda reiterou que economia brasileira já da sinais de retomada e “já pegou no tranco”, com os recursos disponibilizados para o crédito, que estavam empossados, finalmente começando a escoar.

“O crédito empossado começou a descer, serão R$ 100, R$ 200 bilhões de
crédito até o fim do ano. Isso vai garantir que a economia vai ter lubrificante para continuar girando”.