Grupo de trabalho recomenda volta das negociações para compra da marca

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São Paulo – O grupo de trabalho formado para avaliar o contrato de royalty pelo uso da marca Klabin e outras seis recomendou que a companhia volte a conversar com seus acionistas para encerrar o contrato de royalties com a família dos controladores com base nos moldes negociados em 2019.

Após a recomendação, o conselho de administração da companhia autorizou à diretoria da Klabin a dar seguimento às medidas necessárias.

No começo do ano passado, a Klabin havia informado que tinha chegado a um acordo com os acionistas para o uso da marca com o pagamento em ações ordinárias o equivalente a R$ 344 milhões. O valor equivale à metade do contrato de perpetuidade.

Porém, o acionista minoritário BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi contrário à decisão e levou os questionamentos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A empresa detém participação de 2,8% das ações ordinárias e 6,6% das preferenciais.

A conclusão dos trabalhos foi encaminhada ao banco de fomento para que possa avaliar o caso com mais detalhes.

Para o grupo de trabalho, formado José Lis de Salles Freire, Amaury Bier, Pedro Oliva Marcílio, Mauro Rodrigues da Cunha, Francisco Amaury Olsen e Vivian Leão Mikui, afirmou que o encerramento do contrato seria saudável à Klabin, embora deva expor de forma clara o pertencimento da marca à companhia.

A Kantar, contratada para fazer avaliação da marca, definiu o valor de R$ 1 bilhão e o custo para abdicar de R$ 83 milhões pelo desenvolvimento de uma nova sem impacto sobre margem e volumes de perdas, e o máximo de R$ 1,37 bilhão, que leva ao extremo testado de perda de 2% na margem ebitda e no volume.