Governo oficializa saída de Onyx Lorenzoni da Casa Civil

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A secretaria especial do PPI, Martha Seillier,o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante entrevista à imprensa no Palácio do Planalto, sobre as empresas públicas que serão incluídas na lista de privatização até o final do ano.

São Paulo, 14 de fevereiro de 2020 – O presidente Jair Bolsonaro nomeou o general Walter Souza Braga Netto como ministro da Casa Civil, e transferiu Onyx Lorenzoni, que até então chefiava a pasta, para a Ministério da Cidadania, segundo o Diário Oficial da União (DOU). O ministro da Cidadania até então, Osmar Terra, voltará para a Câmara, onde exercerá seu mandato como deputado federal.

A mudança havia sido anunciada ontem à noite por Bolsonaro em suas redes sociais e, antes disso, tinha sido antecipada por alguns veículos de imprensa.

“O general Braga Netto tornou-se uma pessoa conhecida por ocasião da sua intervenção no Rio de Janeiro, na questão de segurança pública. Foi interventor na segurança pública do Rio de Janeiro, fez um excepcional trabalho”, disse o presidente durante uma transmissão ao vivo feita na quinta-feira à noite.

Embora Bolsonaro tenha dito que nenhuma das trocas ministeriais foi motivada por problemas, houve turbulências envolvendo Terra e Lorenzoni nas últimas semanas.

O primeiro foi envolvido em suspeita de irregularidades em contratos sem licitação na área de tecnologia feitos pelo Ministério da Cidadania.

Lorenzoni, por sua vez, foi alvo de acusações de estar garantindo mais espaço na agenda da Casa Civil a representantes do Rio Grande do Sul porque teria interesse em disputar o governo do estado em 2022.

Além disso, foi na Casa Civil chefiada por Lorenzoni que ocorreu o imbróglio envolvendo José Vicente Santini.

Santini era secretário-executivo da Casa Civil, mas foi removido do cargo após ter usado um avião da Força Aérea para viajar à Suíça em vez de uma companhia aérea, como havia sido orientado a fazer. Logo após a demissão, ele foi readmitido para um novo cargo na Casa Civil por seu sucessor, Fernando Wandscheer de Moura Alves. Bolsonaro então teve que insistir na demissão do servidor, que foi exonerado duas vezes em três dias.