Governo Biden disponibiliza U$S 4,5 bi p/ combater alta nos preços da energia

Foto: União Europeia (UE)

São Paulo – O governo Biden anunciou que irá injetar mais U$S 4,5 bilhões em recursos no Programa de Assistência Energética Domiciliar de Baixa Renda (LIHEAP, na sigla em inglês), que oferece ajuda financeira aos estados norte-americanos para reduzir os custos de energia doméstica durante o inverno no hemisfério norte.

“Esses recursos já estão permitindo que estados de todo o país forneçam redução no energético doméstico aos americanos de baixa renda”, disse a Casa Branca em um comunicado.

De acordo com um comunicado divulgado pela Casa Branca, um total de quatorze grandes empresas de serviços públicos assumiram compromissos para evitar o desligamento de serviços públicos para os americanos que solicitam ajuda e agilizar a assistência.

A Casa Branca informou que somente no ano passado mais que dobrou os investimentos do programa, chegando a injetar U$S 8 bilhões, e segundo o governo, é o maior já registrado desde que o programa foi criado em 1981. O investimento, de acordo com a Casa Branca, foi realizado graças à ajuda vinda do Plano de Resgate Americano, criado durante a pandemia e com orçamento de U$S 1,9 trilhão.

A divisão dos recursos ocorre de acordo com o estado e o número da população. Os que têm um inverno mais frio e consequentemente maiores custos de aquecimento geralmente receberam mais financiamento. O estado de Nova York, por exemplo, com uma população de menos de 20 milhões de pessoas, recebeu US$ 876 milhões em comparação aos US$ 29 milhões recebidos pelo Texas.

Os últimos dados de inflação dos Estados Unidos apontam que os gastos com energia (3,5%) são um dos que mais tem puxado o índice para cima, somando um avanço de 33,3% nos últimos 12 meses.

Os preços da eletricidade e do gás natural estão cerca de 11% mais altos do que há um ano, de acordo com o índice de preços ao consumidor do Departamento do Trabalho. Os preços do petróleo de aquecimento residencial também subiram cerca de 40% em relação a um ano atrás, de acordo com a Administração de Informações sobre Energia.