Forças desarmadas vão cuidar do processo eleitoral, diz Fachin

Urna eletrônica. (Foto: Nelson Jr. / Ascom/TSE)

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou que as eleições brasileiras serão limpas e que a palavra final em relação ao pleito de outubro será da Justiça Eleitoral. Segundo Fachin, quem trata do processo eleitoral no país são as “forças desarmadas”.

As declarações foram dadas, nesta quinta-feira, durante visita à sala do TSE onde são realizados testes de segurança das urnas eletrônicas. Na visita, Fachin fez questão de dizer que a sala está aberta às instituições interessadas no pleito e que é bem iluminada, em uma referência a afirmações de que haveria uma “sala escura” no Tribunal;

“A contribuição que se pode fazer é uma contribuição de acompanhamento do processo eleitoral”, afirmou. “Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, as eleições dizem respeito à população civil, que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas, na Justiça Eleitoral, a palavra final é da Justiça Eleitoral”, completou.

O presidente Jair Bolsonaro tem levantado dúvidas sobre o processo eleitoral, em especial, sobre a segurança das urnas eletrônicas. Bolsonaro defendeu que as Forças Armadas, integrantes da Comissão de Transparência das Eleições (CTE), façam uma contagem paralela dos votos. Segundo presidente, o seu partido, o PL, vai contratar uma empresa para auditar as urnas eletrônicas.

Para Fachin, as eleições brasileiras serão limpas e seguras e vão acontecer com paz e segurança. Disse ainda que “ninguém e nada” vai interferir na Justiça Eleitoral. “A Justiça Eleitoral está aberta a ouvir, mas jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que seja [que queira] tomar as rédeas do processo eleitoral”, afirmou.

Segundo Fachin, a Justiça Eleitoral não vai permitir “qualquer circunstância que impeça o brasileiro de se
manifestar”. Conforme o ministro, “quem vai ganhar as eleições é a democracia”.

“Nós vamos diplomar os eleitos e isso certamente acontecerá. Há muito barulho mas este Tribunal opera com
racionalidade técnica”, afirmou. “Quem investe contra o processo eleitoral investe contra a democracia. É um fato e fato fala por si só. Não se trata de recado, é uma constatação. Temos respeito a todo chefe de Estado e jamais nos furtaremos a diálogo”, completou.