Força-tarefa da Lava Jato nega ter solicitado investigação de ministro do STF

Por Allan Ravagnani

São Paulo – A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba enviou um comunicado à imprensa no qual afirma que o procurador Deltan Dallagnol nunca teria solicitado a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou familiares de ministros à Receita Federal, como indicou troca de conversas que foram vazadas pelo site “The Intercept”  em matéria publicada ontem pela “Folha de S.Paulo”.

O MPF afirmou que Deltan “sequer conhece quem são os auditores responsáveis por eventual ação”, e complementou dizendo que as investigações realizadas pelos integrantes da força-tarefa sempre foram restritas ao escopo de suas competências perante a 13 Vara Federal, na 1 instância do Judiciário.

As mensagens trocadas entre os procuradores pelo aplicativo Telegram apontaram que Deltan identificou o ministro José Antonio Dias Toffoli como um obstáculo para Lava Jato, e procurou investigá-lo sigilosamente. “Queria refletir em dados de inteligência para eventualmente alimentar vocês”, escreveu a um dos assessores do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Quando a revista Veja publicou uma capa sobre a reforma de uma casa de Toffoli cujas obras teriam sido pagas pela OAS, o Supremo reagiu e as negociações de delação com executivos da empreiteira foram suspensas por Janot. Naquele momento, Carlos Fernando e Dallagnol entraram em conflito. “Só devemos agir em relação ao STF com provas robustas”, afirmou Carlos Fernando. “O que está em jogo aqui é o próprio instituto da colaboração.” Ministros do Supremo só podem ser investigados pela PGR.

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