Fitch afirma rating da China em A+ e perspectiva segue estável

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São Paulo – A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou a nota de crédito da China em ‘A+’, com perspectiva estável, citando uma recuperação econômica resiliente da pandemia de covid-19, ao mesmo tempo em que riscos de estabilidade fiscal permanecem.

“A economia chinesa entrou em um estágio maduro em sua recuperação da pandemia, após o sucesso inicial do país na contenção do vírus”, diz a Fitch em nota. Segundo a agência, os dados do país apontam para uma demanda interna um pouco mais lenta e por um crescimento forte das exportações e da produção manufatureira, em meio à recuperação econômica global.

A Fitch prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,4% em 2021, depois do avanço de 2,3% em 2020, e alta de 5,5% em 2022, continuando a posicionar a China entre as economias de melhor desempenho do mundo, de acordo com a agência.

Por outro lado, a nota de crédito da China é limitada “pelos riscos de estabilidade fiscal e macrofinanceira associados ao setor não governamental altamente endividado da China e pelas pontuações de renda per capita e governança que ficam abaixo dos pares”.

Segundo a agência, novos bloqueios isolados são prováveis na China, e as fronteiras podem permanecer fechadas para viagens de negócios e lazer até meados de 2022, mas o impacto sobre o crescimento será limitado “devido ao grande mercado interno da China e ao sucesso contínuo em conter surtos sem gerar interrupções econômicas significativas”.

Além disso, mais de 40% da população foi inoculada com vacinas produzidas internamente, com 1,17 bilhão de doses administradas até agora, apesar do advento de variantes preocupantes no mundo todo.

Com relação à política fiscal, continua favorável, enquanto o apoio à política monetária está recuando, mesmo na ausência de ajustes oficiais da taxa de juros. A agência afirmou ainda que as finanças externas são um ponto forte da classificação de risco.

Por fim, o aumento das tensões geopolíticas entre a China e economias importantes como Estados Unidos “não teve um impacto material na extensão dos interesses comerciais globais que operam na China, nem em seus vastos elos da cadeia de abastecimento global”.