Especialista da Casa Branca diz que dados sobre Ômicron são encorajadores

Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Dr. Anthony Fauci / Foto: Casa Branca

São Paulo – O principal conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, disse que os primeiros dados sobre a gravidade da variante Ômicron do novo coronavírus são “um pouco encorajadoras”, mas ainda são necessárias mais informações para chegar a uma conclusão.

Relatórios da África do Sul, onde a cepa surgiu e está se tornando dominante, sugerem que as taxas de hospitalização não aumentaram de forma alarmante.

“Embora seja muito cedo para realmente fazer qualquer declaração definitiva sobre isso, até agora não parece haver um grande grau de severidade”, disse Fauci em entrevista à “CNN”.

“Até agora, os sinais são um pouco encorajadores. Mas realmente temos que ter cuidado antes de fazer qualquer determinação de que é menos grave, ou que realmente não causa nenhuma doença grave, comparável ao Delta”, afirmou.

Especialistas médicos destacaram nos últimos dias que a população sul-africana é mais jovem e casos mais graves podem surgir nas próximas semanas.

Testes de laboratório estão em andamento para determinar se a Ômicron é mais transmissível, mais resistente à imunidade gerada pelas vacinar ou se a infecção é mais grave, com resultados esperados dentro de semanas.

Enquanto isso, as autoridades de saúde dos Estados Unidos disseram que a variante se espalhou para cerca de um terço dos estados norte-americanos, mas a variante Delta representa mais de 99% dos casos e está causando um aumento nas hospitalizações.

Pelo menos 15 estados dos Estados Unidos relataram casos de Ômicron: Califórnia, Colorado, Connecticut, Havaí, Maryland, Massachusetts, Minnesota, Missouri, Nebraska, Nova Jersey, Nova York, Pensilvânia, Utah, Washington e Wisconsin.

Muitos dos casos ocorreram em indivíduos totalmente vacinados com sintomas leves, embora o status da dose de reforço de alguns pacientes não fosse conhecido.