Falta de agilidade justifica privatização do Banco do Brasil, diz presidente

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Foto divulgação: Banco do Brasil

São Paulo – O Banco do Brasil terá dificuldade para se adaptar ao novo modelo de negócios no setor bancário porque a burocracia estatal deixa a tomada de decisões lenta, e isso justificaria que a empresa fosse privatizada, disse o presidente da instituição financeira, Rubem Novaes.

“Tem definição que gosto muito de usar, que banco será cada vez mais empresa de tecnologia, mas que presta serviços e corre riscos bancários”, disse ele durante uma audiência no Congresso. “Esse vai ser o novo mundo. A minha dúvida é se com as amarras que temos no setor público vamos ter velocidade de transformação que nos permita adaptação a esse novo mundo. Eu sinceramente desconfio que não”, acrescentou.

“O Banco do Brasil, apesar de ser extremamente eficiente, concorre com outros bancos com bolas de chumbo amarradas aos pés. As decisões são todas demoradas”, disse Novaes.

Ele acrescentou que o sistema bancário está passando por uma “revolução” e que a partir de 2021 o segmento funcionará de forma “totalmente diferente”.

“O volume de inovações que vão surgir – e o Banco Central está ali forçando, pressionando para que transformações venham muito cedo – vai nos impor um novo sistema de open banking, favorecendo o crescimento de fintechs que vão competir com sistema bancário”, disse ele.

“As big techs estão chegando aí também para entrar no sistema bancário, vem o PIX, nova plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central, o mundo bancário vai mudar radicalmente”, acrescentou.