Facebook entra em acordo com Austrália e irá restaurar notícias do país

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São Paulo — O Facebook prometeu restaurar as notícias produzidas por canais de comunicação da Austrália em sua plataforma “nos próximos dias”, após um acordo com o governo sobre emendas a uma proposta de lei que forçaria a empresa de tecnologia a pagar pelas notícias.

“Estamos satisfeitos por termos chegado a um acordo com o governo australiano e apreciamos as discussões construtivas que tivemos com o secretário do Tesouro australiano, Josh Frydenberg, e o ministro da Comunicação do país, Paul Fletcher, na semana passada”, anunciou o Facebook em nota à imprensa.

O Facebook removeu notícias de sua plataforma na Austrália na semana passada, quando uma legislação que exigia que o Facebook e o Google pagassem a empresas de mídia tradicionais pelo conteúdo passou no parlamento do país.

“Após mais discussões, estamos satisfeitos que o governo australiano concordou com uma série de mudanças e garantias que atendem às nossas principais preocupações sobre a permissão de negócios comerciais que reconheçam o valor que nossa plataforma oferece aos editores em relação ao valor que recebemos deles”, afirmou a empresa.

“Como resultado dessas mudanças, podemos agora trabalhar para aumentar nosso investimento em jornalismo de interesse público e restaurar as notícias no Facebook para os australianos nos próximos dias”, concluiu o Facebook.

Na semana passada, no dia 17 de fevereiro, o Facebook argumentou que a lei proposta “interpretava mal a relação entre nossa plataforma e os editores que a usam para compartilhar conteúdo de notícias. Isso nos deixou diante de uma escolha difícil: tentar cumprir uma lei que ignora a realidade desse relacionamento ou parar de permitir conteúdo de notícias em nossos serviços na Austrália. Com o coração pesado, estamos escolhendo o último”, anunciou a empresa.

Logo após, a gigante das mídias sociais bloqueou abruptamente o compartilhamento de notícias no país, causando uma reação pública depois que o acesso a serviços críticos de emergência e páginas de saúde foi cortado.

Desde a aprovação da legislação, o projeto está sendo amplamente observado em todo o mundo e pode oferecer um modelo para outros países obrigarem os gigantes da tecnologia a pagarem pelo conteúdo.