EUA autorizam uso de emergência de vacina da Johnson & Johnson

Foto: Johnson & Johnson

São Paulo – A Food and Drug Administration dos Estados Unidos (FDA, equivalente a Anvisa no Brasil) autorizou o uso de emergência da vacina de sode única contra covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) para pessoas de 18 anos ou mais, na terceira vacina aprovada no país.

“A autorização desta vacina expande a disponibilidade de vacinas, o melhor método de prevenção médica à covid-19, para nos ajudar na luta contra esta pandemia, que ceifou mais de meio milhão de vidas nos Estados Unidos”, disse o comissário interino da FDA Janet Woodcock, em comunicado divulgado no sábado.

Segundo a J&J, em nota separada, a decisão “foi baseada na totalidade das evidências científicas, incluindo dados do estudo Ensemble de fase 3, que demonstraram que a vacina foi 85% eficaz na prevenção de doenças graves em todas as regiões estudadas e mostrou proteção contra a hospitalização e morte relacionadas com covid-19, a partir de 28 dias após a vacinação”.

A J&J prevê entregar vacinas suficientes até o final de março para permitir a vacinação completa de mais de 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos, com 100 milhões de entregas no primeiro semestre de 2021. A alocação e distribuição das vacinas serão administradas pelo governo norte-americano.

Segundo a empresa, a vacina deve permanecer estável por dois anos em uma temperatura de -20C, e em um máximo de três meses em refrigeração de rotina em temperaturas de 2 C a 8 C.

“Uma vacina que protege contra covid-19, especialmente contra os resultados mais terríveis de hospitalização e morte, ajudará a aliviar a carga sobre as pessoas e a pressão sobre os sistemas de saúde em todo o mundo”, disse o diretor científico da J&J, Paul Stoffels.

Os dados mostraram que a vacina da J&J é 66,1% eficaz na prevenção da doença viral moderada a grave e 85,4% eficaz contra covid-19 grave, 28 dias após a vacinação. Não houve mortes relacionadas no grupo da vacina.

As duas outras vacinas contra covid-19 autorizadas nos Estados Unidos vêm da Moderna e de uma parceria entre a Pfizer e a BioNTech da Alemanha. As empresas têm projetado entregar o suficiente de suas vacinas de duas doses até o final de março para imunizar 100 milhões de pessoas.