Equador aceita ajuda da ONU para conter protestos

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Por Julio Viana

O presidente do Equador, Lenín Moreno. (Foto: Divulgação/Presidência do Equador)

São Paulo – O Ministério das Relações Exteriores e Mobilidade Humana do Equador divulgou em um comunicado que “se une ao apelo das Nações Unidas” e de outras organizações internacionais na busca de um consenso que encerre o conflito social desencadeado com protestos contra o governo de Lenín Moreno. As informações são da agência de notícias “Sputnik”.

“O governo nacional se une à convocação das Nações Unidas, da Conferência Episcopal e de outras vozes que apelam à busca de consenso por meio de um diálogo pacífico e eficaz … Nesse sentido, o governo do Equador comunicou ao Representante das Nações Unidas em Quito, sua disposição de receber o acompanhamento da ONU, que favorece o retorno à paz social e aos entendimentos dentro do país “, afirma a carta publicada no site do Ministério das Relações Exteriores.

O governo equatoriano expressou sua preocupação com a escalada da violência no país durante protestos sociais e denunciou que “essa violência incluía saques, danos à propriedade pública e privada, ataques a ambulâncias, incêndio de mais de uma dúzia de Veículos da Força Pública e o seqüestro de vários de seus membros”.

O seqüestro a que a declaração se refere é dos 38 militares e quatro policiais do Equador que foram detidos no sábado pela comunidade indígena de Nizag e que foram libertados horas depois.

“Após esses atos brutais que o Equador nunca havia testemunhado antes, existem grupos que buscam criar caos no país e, por meio de ações coordenadas, elevam o nível de confronto e comprometem a ordem democrática”, afirma o Ministério das Relações Exteriores.

Finalmente, o artigo considera que “ao discutir, pode-se considerar, por exemplo, medidas que supõem o aumento do preço das passagens nas áreas rurais, linhas de crédito para pequenos agricultores, cooperativas de transporte comunitário e políticas de reativação agrária”.