Energisa registra alta de 5,4% no consumo total de energia em dezembro

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Foto: Alain Schroeder/União Europeia

São Paulo – O volume consumido de energia no mercado consolidado cativo e livre (3.280,8GWh) registrou crescimento de 5,4% em dezembro de 2020 na comparação com mesmo mês de 2019, aponta a Energisa.

Segundo a empresa, o resultado foi influenciado pelo grupo residencial, onde clima e as restrições impostas foram os principais vetores; industrial, que tem se recuperado com intensidade acima do esperado; e o rural, impulsionado pela demanda por produtos agropecuários nos mercados interno e externo.

Em dezembro de 2020, a classe residencial cresceu 12,5% (147,0GWh), registrando a maior alta para dezembro dos últimos 15 anos. O segmento industrial registrou alta pelo sétimo mês consecutivo e subiu 7% (41,1GWh), a maior taxa no ano. A classe rural registrou a maior alta para o mês desde 2011, direcionada pelo clima seco e o bom desempenho de algumas culturas.

No quarto trimestre de 2020, o consumo total de energia elétrica no mercado cativo e livre nas áreas de concessão das distribuidoras do Grupo Energisa atingiu 9.877,5GWh, o que representa aumento de 5,2% (485,8GWh) em relação ao mesmo período do ano anterior.

No trimestre, os melhores desempenhos entre as classes foram: na residencial (+12,3% ou 428,7 GWh), que apresentou a maior taxa para o trimestre desde 2005, avançando em todas as discos, devido principalmente às altas temperaturas registradas; na rural (+14,4% ou 133,9 GWh), que registrou o maior avanço para o período desde 2007, com destaque para contribuição das culturas de soja, milho, café, açúcar, ovos e cítricos; e na classe industrial (+5,0% ou 92,0 GWh), que cresceu impulsionada pela demanda de insumos na construção civil e pelo setor alimentício.

No acumulado de 2020, apesar dos efeitos da pandemia, o consumo total de energia nas áreas de concessão do Grupo Energisa encerrou o ano com alta de 0,9% (335,8GWh). O clima quente e seco no último trimestre, o bom desempenho da indústria e setor de construção, aliado à demanda aquecida por alimentos e ao processo de recomposição de estoques em diversos segmentos, foram determinantes para este desempenho.