Energisa investirá R$ 3,9 bilhões em 2021 em distribuição e transmisssão

São Paulo – A Energisa investirá 3,9 bilhões em 2021, principalmente nas distribuidoras, sendo 56,6% nas concessões em Rondônia e Mato Grosso e em projetos de transmissão.  Desta total, R$ 834 milhões serão destinado a projetos de transmissão em Tocantis e na concessão do Amazonas, conquistada em leilão do ano passado.

“A entrada de operação dessa linha [no Amazonas] vai aumentar a confiabilidade do sistema de transmissão de Manaus. Avaliamos a emissão de debêntures para financiar os investimentos”, disse Maurício Botelho, vice-presidente financeiro da companhia.

Em 2020, a companhia investiu R$ 2,7 bilhões, 14,5% abaixo de 2019 devido aos impactos negativos da pandemia.

Do total investido nas distribuidoras, boa parte será na expansão de ativos elétricos, sendo R$ 747 milhões destinados à Rondônia, R$ 575 milhões à concessão no Mato Grosso, R$ 442 milhões no Mato Grosso do Sul, R$ 266 milhões em Tocantins, R$ 202 milhão no Acre, R$ 163 milhões na Paraíba, R$ 131 milhões na Sul-Sudeste e R$ 80 milhões em Minas Gerais.

Segundo Ricardo Botelho, presidente da companhia, a empresa também vai manter sua estratégia de ampliar sua atuação em energia solar e comercialização de energia, com a Alsol, que receberá R$ 205 milhões em investimentos em 2021, e Energiza Comercializadora.

“A Alsol tem um portfólio crescente em aluguel de cotas em projetos de energia solar. Esse ano construirá 15 novos parques, adicionando 76 megawatt-hora pico. A empresa também tem projetos de microrredes e devem contribuir com o crescimento da receita”, afirmou.

Em outras áreas de negócio, como em comercialização de energia e soluções, o executivo disse que a companhia também tem tido bons resultados.

Em distribuição, a companhia registrou crescimento em todas as áreas de concessão no ano passado, exceto Sergipe, impactada pelo segmento industrial. Por segmentos, a classe residencial cresceu em todas as áreas. Já a rural e industrial em boa parte delas.

A companhia registrou queda de 0,3% na arrecadação em 2020, base anual, e salto de 79,0% na inadimplência, para R$ 380,4 milhões, devido aos efeitos negativos da pandemia de covid-19.

O crescimento do ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual foi atribuído ao crescimento da classe residencial, que é o que oferece maior margem. No quarto trimestre, o destaque para o crescimento do ebitda foi a redução de custos com custos com pessoal, material, serviços e outros (PMSO).

A redução de PMSO foi de 5,3% em 2020 foi uma surpresa positiva, segundo a companhia, e foi uma das maiores do setor. A relação PMSO/ebitda fechou o ano em 65,8%.

A companhia encerrou 2020 com dívida líquida de R$ 13,6 bilhões e dívida líquida/ebitda ajustado de 3,1 vez, ante 3,6 vez um ano antes.

Segundo a empresa, o principal indexador é o CDI e prazo médio de amortização de sua dívida é de 4,3 anos.