Encontro de Bolsonaro com empresários em SP é oportunidade, diz ministro

O Presidente da República, Jair Bolsonaro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

São Paulo – O encontro do presidente Jair Bolsonaro com empresários, previsto para ocorrer hoje à noite na cidade de São Paulo, é uma oportunidade para prestar contas e reiterar o compromisso do governo com uma agenda liberal, na avaliação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

“O governo Bolsonaro é conectado com a agenda de mercado, tem compromisso  com ela. Esse encontro é oportunidade de fazer prestação de contas, com leilões essa semana já são vários ativos leiloados e entendo que vamos ver privatizações tomando corpo também”, disse após participar de leilão de aeroportos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), realizado na B3. “O governo tem mostrado seu apreço sobre a questão fiscaL e há oportunidade de fazer update, mostrar boas novas”, completou.

Algumas das principais críticas de empresários e do mercado, além da condução da pandemia de coronavírus pelo governo, têm sido a dificuldade vista para montar o orçamento recentemente, com riscos de piora da situação fiscal do País, e a demora em cumprir promessas de privatizações.

LEILÕES

O ministro também comentou sobre o resultado do leilão de concessão de 22aeroportos, que julgou ter sido bem sucedido e com uma boa precificação, já que os ágios foram elevados, embora tenha reconhecido que a pandemia de coronavírus pode ter impactado negativamente no número de propostas e empresas participantes.

O governo federal arrecadou um total de R$ 3,3 bilhões em leilão de concessão de 22 aeroportos realizado hoje pela manhã pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com um ágio médio de 3.822,61%. O certame contou com a participação de sete proponentes, incluindo três estrangeiras. Os 22 aeroportos serão concedidos à iniciativa privada por um período de 30 anos.

O leilão foi dividido em três blocos, sendo que a Companhia de Participações em Concessões (CPC), da CCR, foi a maior vencedora, arrematando os Blocos Sul e Central por R$ 2,128 bilhões e R$ 754 milhões, respectivamente. A Vinci Airports, filial do Grupo Vinci, empresa francesa operadora aeroportuária, levou o Bloco Norte por R$ 420 milhões.