Em viagem à Europa, Biden alinhará resposta ante ameaças de China e Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, embarca no Air Force One / Foto: Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará a primeira viagem exterior de sua presidência à Europa esta semana, visando a unir democracias ante os desafios apresentados por China e Rússia, entre outros, disse o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em coletiva de imprensa.

Segundo ele, Biden vai se encontrar a partir da próxima quarta-feira com os líderes do G-7 (grupo composto por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) e aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), bem como terá reuniões bilaterais, como com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

As reuniões visam a “unir as democracias do mundo para lidar com os grandes desafios do nosso tempo”, disse Sullivan. “Acreditamos que o presidente Biden fará esta viagem de uma posição de força”, citando o pregresso no combate à pandemia de covid-19 e projeções de recuperação econômica.

“No G-7, ele vai se unir aos seus colegas líderes para definir um plano para acabar a pandemia de covid-19, com mais compromissos específicos para este fim. Ele também se unirá aos seus colegas líderes para anunciar uma nova inciativa para fornecer financiamento de infraestrutura física, digital e de saúde no mundo desenvolvido, uma alternativa de alto padrão, transparente, amigável ao clima e baseada em regras ao que a China está oferecendo”.

Sullivan disse que os líderes vão endossar o imposto global mínimo acordado pelos ministros de Finanças, bem como avançar em compromisso de combate a mudanças climáticas. Com a Otan, a agenda vai incluir os desafios à segurança incluindo Rússia e a retirada de forças do Afeganistão, bem como ciberataques e a China.

“O presidente e líderes da União Europeia vão focar em alinhar suas abordagens em comércio de tecnologias, para que as democracias e ninguém mais, nem China nem autocracias, escrevam as regras para comércio e tecnologia do século XXI”.

Biden também vai se encontrar em Genebra com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para defender os interesses norte-americanos e ouvir quais são os planos russos, visando a encontrar soluções para suas diferenças.

“A reunião nos dá uma oportunidade de nos comunicar”, disse Sullivan, citando que seria difícil encontrar um momento melhor para o encontro, depois de um alinhamento com parceiros europeus.

Sullivan disse ainda que Biden conversou ao telefone com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e que “vai defender firmemente a soberania da Ucrânia e integridade territorial”, e espera encontrar com Zelensky na Casa Branca em meados deste ano.

Sobre as negociações com Paquistão, Sullivan disse que há discussões construtivas nos canais militares e diplomáticos sobre o futuro das capacidades norte-americanas para garantir que o Afeganistão não se torne nunca mais uma base na qual a Al Qaeda cresça ou qualquer outro grupo terrorista que possa atacar os Estados Unidos. “Estamos falando com uma ampla gama de países”.