Em julho, índice de preços ao produtor tem terceira maior queda desde 2013, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – O Indice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 1,24% em julho, em relação ao resultado de -1,13% em junho, em dado revisado. Com o resultado, o segundo recuo seguido, o IPP acumula altas de 1,50% no ano e de 1,33% nos últimos 12 meses, até o mês passado. Foi a terceira queda mais intensa do indicador desde dezembro de 2013, quando foi iniciada a série histórica.

Segundo o IBGE, cinco das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preços, contra oito do mês anterior. Entre as atividades, os preços nas indústrias extrativas tiveram queda de 1,27% em julho, de -0,10% em junho, e as indústrias de transformação recuaram 1,24%, de -1,18%, no mesmo período em dado revisado.

Entre as atividades, as quatro maiores variações, em base mensal, foram observadas em: metalurgia (-3,74%), refino de petróleo e produtos de álcool (-2,67%); outros produtos químicos (-2,20%) e alimentos (-1,81%).

Em termos de influência, em ponto percentual (pp) e ainda em base mensal, sobressaíram alimentos (-0,40 pp); refino de petróleo e produtos de álcool (-0,27 pp); metalurgia (-0,23 pp) e outros produtos químicos (-0,18 pp).

Em relação às grandes categorias econômicas, bens de capital oscilaram em alta de 0,15% em julho na comparação com junho, com influência ligeiramente positiva de 0,01 pp no resultado geral; bens intermediários recuaram 1,79% (-0,98 pp); e bens de consumo tiveram queda de 0,72% (-0,28 pp), sendo +0,06% para bens de consumo duráveis e -0,89% para bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos nem fretes. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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