Economistas melhoram previsão do PIB em 2020 pela oitava vez

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Foto: Sanja Gjenero / freeimages.com

São Paulo – Os economistas ouvidos pelo Banco Central melhoraram a previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país neste ano pela oitava semana consecutiva e preveem, agora, um recuo de 5,46% da economia brasileira, de -5,52% antes. Há um mês, a previsão era de queda de 5,77%, segundo o relatório de mercado Focus, do Banco Central.

Já para os demais anos, o mercado financeiro manteve as estimativas e prevê uma arrancada da atividade econômica. A previsão de alta do PIB em 2021 permaneceu estável em 3,50% pela décima terceira semana, ao passo que as projeções de crescimento de 2,50% em 2022 e em 2023, cada, seguem inalteradas há 122 e há 77 semanas, respectivamente.

Outro destaque no documento do BC ficou com as estimativas sobre a Selic. Os economistas mantiveram a previsão para a taxa básica de juros neste ano em 2,00%, pela oitava semana consecutiva, o que indica manutenção da Selic até dezembro, mas alteraram as projeções para os próximos dois anos.

Para 2021, a estimativa foi revisada pela segunda semana seguida, passando de 2,75% para 3,00% e, portanto, voltando ao nível de quatro semanas atrás, enquanto para 2022 a projeção caiu pela terceira vez consecutiva, passando de 4,75% para 4,50%, de 5,00% há um mês. Já para 2023, o mercado financeiro manteve a estimativa para a Selic em 6,00%, pela vigésima semana seguida.

Do lado da inflação, a previsão de alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano passou de 1,67% para 1,71%, na segunda alta seguida. Para os próximos anos, as estimativas foram mantidas, sendo +3,00% em 2021, pela décima vez; +3,50% em 2022 há 56 semanas e +3,25% em 2023 pela sexta semana seguida.

As previsões para a taxa de câmbio também foram mantidas para todos os períodos, exceto para 2023, quando a cotação do dólar em relação ao real passou de R$ 4,80 para R$ 4,85, após nove semanas seguidas de estabilidade. Para 2020, a projeção ficou em R$ 5,20 pela décima semana consecutiva; em R$ 5,00 em 2021 pela sexta vez; e em R$ 4,80 para 2022, pela quinta semana, ainda conforme o relatório Focus do Banco Central.