Economia dos EUA tem pior desempenho da história e encolhe 32,9% no segundo trimestre

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Foto: Casa Branca

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos caiu 32,9% no segundo trimestre de 2020 em relação ao trimestre anterior, em base anualizada, após a queda de 5,0% no primeiro trimestre. Os dados são da leitura preliminar divulgada pelo Departamento de Comércio do país.

O dado ficou acima das previsões dos analistas, que esperavam queda de 34,7% na leitura preliminar.

O declínio do crescimento do PIB no segundo trimestre reflete reduções nos gastos pessoais, exportações, investimentos em estoques privados, investimentos em ativos fixos residenciais e não residenciais, e gastos de governos locais e estaduais, o que foi parcialmente compensado pela alta nos gastos do governo federal. As importações, que subtraídas do cálculo do PIB, diminuíram.

Segundo o Departamento de Comércio, “o declínio no PIB do segundo trimestre refletiu a resposta à covid-19, quando ordens de ‘ficar em casa’ emitidas em março e abril forma parcialmente retiradas em algumas áreas do país em maio e junho, e pagamentos de assistência pandêmica do governo foram distribuídos a famílias e empresas”.

“Isso levou a rápidas mudanças de atividade, pois as empresas e as escolas continuaram o trabalho remoto e os consumidores e as empresas cancelaram, restringiram ou redirecionaram seus gastos”, de acordo com o departamento.

Os gastos pessoais com consumo tiveram queda de 34,6% no segundo trimestre em base anualizada, após a baixa de 6,9% no primeiro trimestre. Os investimentos encolheram 49,0%, contração mais intensa que a de 9,0% observada no primeiro trimestre, e os gastos públicos cresceram 2,7%, após alta de 1,3% no primeiro trimestre.

O índice de preços para os gastos pessoais (PCE), usado pelo banco central norte-americano como referência para inflação, caiu 1,9% no segundo trimestre em base anualizada, após alta de 1,3% no primeiro trimestre. O núcleo do PCE, que exclui do cálculo preços de alimentos e energia, teve queda de 1,1%, após aumento de 1,6% nos três meses anteriores.