Donohoe quer foco em união do mercado financeiro na eurozona

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Eurotower, sede do Banco Central Europeu (BCE), em Frankfurt / Foto: BCE

São Paulo — O presidente do Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, Paschal Donohoe, deu início à reunião por vídeo conferência que pretende discutir o novo programa de recuperação pós-covid-19 em Dublin. Seus objetivos serão a recuperação sustentável por meio da integração do mercado financeiro.

“Desenvolvemos um pacote que servirá para enfrentarmos os desafios propostos por essa época, como também para propor novos passos adiante, como a inclusão de novos países dentro da zona do euro”, afirmou Donohoe, em vídeo à imprensa.

A reunião se inicia hoje e faz parte dos esforços em conjunto da União Europeia (UE) para combater a crise causada pelo novo coronavírus.

“Iremos propor novas modalidades de empréstimos e uma união entre entidades do mercado comercial e financeiro”, disse ele.

“Com sinais encorajadores de uma recuperação econômica num contexto de incerteza elevada, o Eurogrupo deve concentrar-se na tarefa de reconstrução das nossas economias. A promoção e a formulação de políticas para uma recuperação sustentável e inclusiva estão no cerne do papel do Eurogrupo. Esta é uma responsabilidade compartilhada e, na verdade, um interesse comum. Será o tema central da minha presidência do Eurogrupo”, afirma Donohoe, em sua declaração de mandato.

De acordo com ele, uma recuperação sustentável implica que os cidadãos e as empresas possam contar com um financiamento estável e diversificado através de mercados financeiros integrados. “O progresso no sentido de uma união bancária mais completa será uma das principais prioridades do Eurogrupo. O Eurogrupo deve também contribuir para as discussões sobre a criação de uma verdadeira união dos mercados de capitais”, diz ele.

Para Donohoe, durante o processo, deve-se acompanhar de perto e avaliar o impacto da evolução tecnológica, como a moeda digital, na estabilidade financeira e na soberania monetária da área do euro.

“O euro é o símbolo mais tangível da integração europeia e o Eurogrupo continuará a estar pronto para fornecer orientação aos Estados membros da União Europeia não pertencentes à área do euro sobre políticas conducentes a uma participação bem sucedida no Mecanismo de Taxa de Câmbio (MTC II) e, em última análise, em área do euro”, concluiu ele.