Discussão sobre voto impresso é válida, diz Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur LIra (PP-AL). (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

São Paulo – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu a segurança das urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras, mas disse não ver motivo para impedir que seja instituído algum sistema de voto impresso para aferir os resultados.

“Se for aprovado [o voto impresso], será para fazer cientificamente como amostragem. Eu acho que o correto é fazer proposta que num percentual mínimo de urnas que são escolhidas aleatórias, porque todas terão o componente da verificação, pinça e faz no final da eleição uma verificação”, disse ele durante a CEO Conference do BTG Pactual.

Segundo ele, tanto o lado favorável quanto o contrário ao voto impresso entendem que é pior ter um resultado de eleição questionado do que ceder em alguns pontos na discussão. Lira disse que passou por oito eleições e que seis delas aconteceram com o sistema eletrônico sem nenhum problema.

“Não tenho noticia de fraude, de erro, de fato grave que tenha acontecido. Mas hoje temos parte da sociedade brasileira e uma parte de congressistas que querem auditar o voto”, disse ele. “Se não há nada de errado, não há porque não aferir”, acrescentou.

ELEIÇÕES 2022

O presidente da Câmara considera improvável que as eleições presidenciais de 2022 sejam disputadas entre três candidatos. “Eu sinceramente não acredito no Brasil em terceira via, não houve desde 1989, tem sempre polarização”, disse ele.

Segundo Lira, tanto o presidente Jair Bolsonaro, que será candidato à reeleição, quanto seu mais provável adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “vão convergir para o centro e o centro vai escolher quem é o melhor pra governar em 2022”, em vez de um novo candidato mais ao centro do espectro político conseguir apoio suficiente para ser eleito.