Desemprego cai a 11,8% no tri até julho, e informalidade segue em nível recorde

Por Flávya Pereira

São Paulo – A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 11,8% no trimestre móvel até julho, ficando abaixo ante o trimestre móvel anterior (12,5%), referente ao período entre fevereiro e abril, com recuo de 0,6 ponto percentual (pp), informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor do ano.

O resultado ficou abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 11,9%. Na comparação com o mesmo período anterior, referente ao trimestre móvel de maio a julho do ano passado, quando estava em 12,3%, houve uma queda de 0,5 pp, segundo o IBGE.

Ao fim de julho deste ano, a população desocupada somava 12,6 milhões de pessoas, queda de 4,6% (menos 609 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior – de fevereiro a abril deste ano – porém, estável no confronto com igual trimestre do ano passado.

A população ocupada, por sua vez, somou 93,6 milhões no trimestre móvel, chegando a maior da série história, com alta de 1,3% relação ao trimestre anterior (mais 1,219 milhões de pessoas) e avanço de 2,4% frente a igual período de 2018 (mais 2,218 milhões de pessoas). Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho chegou a 64,8 milhões, estável frente ao trimestre imediatamente anterior e em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Com isso, a taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, recuo de 0,4 pp frente ao trimestre encerrado em abril, porém, estável ante o mesmo período do ano passado. De acordo com o IBGE, a população subutilizada somou 28,1 milhões, mantendo-se próximo ao recorde histórico, estável em relação ao período imediatamente anterior, porém, teve alta de 2,6% (mais 703 mil pessoas) na comparação com o trimestre de maio a julho de 2018.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) foi de 33,1 milhões de pessoas, estável nas duas bases de comparação. Enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada somou 11,7 milhões de pessoas, novamente no maior resultado da série histórica iniciada em 2012, com altas de 3,9% ante o período entre anterior e de 5,6% ante o mesmo trimestre do ano passado.

Já o total de trabalhadores por conta própria totalizou 24,2 milhões, renovando o recorde na série histórica, com altas de 1,4% (mais 343 mil pessoas) e de 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2018.

Em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.286 no período entre maio e julho deste ano, queda de 1,0% frente ao trimestre anterior, mas estável na comparação com o mesmo período do ano passado. Por sua vez, a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses até julho foi estimada em R$ 208,6 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas registrou alta de 2,2% ante maio a julho do ano passado.

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