Departamento do Comércio adia sanções à Huawei por três meses

São Paulo – A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou por três meses, até meados de agosto, a proibição de que empresas norte-americanas exportem tecnologia para a gigante chinesa Huawei Technologies, segundo o Departamento do Comércio, em comunicado publicado ontem à noite.

“A Licença Geral Temporária concede às operadoras tempo para fazer outros arranjos e ao Departamento espaço para determinar as medidas apropriadas de longo prazo para os norte-americanos e provedores estrangeiros de telecomunicações que atualmente dependem dos equipamentos da Huawei para serviços críticos”, disse o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross.

Assim, com a licença temporária, ficam autorizadas as atividades necessárias para manter as operações de redes e serviços móveis existentes, incluindo pesquisa de segurança cibernética crítica para manter a integridade e confiabilidade de redes e os equipamentos existentes e totalmente operacionais, segundo o comunicado.

Na semana passada, no dia 17 de maio, o Departamento do Comércio colocou a Huawei e suas afiliadas em uma lista negra, proibindo-as de vender equipamentos de telecomunicações para o mercado norte-americano, além de exigir que as companhias norte-americanas obtivessem licenças para vender chips e tecnologia à Huawei.

A empresa chinesa, que é a segunda maior fabricante de smartphones do mundo, atrás apenas da Samsung, tem sido alvo de uma campanha do governo de Trump para marginalizá-la nos mercados globais, acusando-a de espionagem e de representar riscos à segurança. A Huawei nega as acusações.

Diante da medida, empresas norte-americanas começaram a restringir operações com a Huawei. As agências internacionais de notícias afirmaram no final de semana, segundo fontes, que a Google suspendeu os acessos da Huawei a alguns de seus serviços. A Qualcomm, Intel e a Broadcom também teriam interrompido os embarques de seus chips à companhia chinesa.

Assim, os mercados de ações globais fecharam em queda ontem, puxados pelas perdas no segmento de tecnologia, uma vez que o aumento das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China afasta as chances de que os dois lados cheguem a um acordo que encerre a atual disputa sobre comércio.

Cristiana Euclydes

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