Demanda global por petróleo irá crescer em 2020, diz Opep

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Sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), em Viena. Foto: Divulgação/ Opep

São Paulo – A demanda global por petróleo deve aumentar em 1,22 milhão de barris por dia (bpd) para 100,98 milhões bpd em 2020, segundo o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgado hoje.

Em seu reporte anterior, o grupo havia previsto um crescimento de apenas 140 mil bpd no ano. Segundo a Opep, o ajuste na previsão se deve a uma “melhora no cenário econômico global”.

No entanto, o relatório também aumentou sua previsão de oferta para países não pertencentes à Opep. Segundo o reporte, deve ocorrer um crescimento de 2,35 milhões de bpd, chegando ao número de 66,68 milhões de bpd. No relatório anterior, a previsão era de um crescimento de apenas 180 mil bpd.

Segundo a Opep, o crescimento na oferta se deve a um crescimento na produção da Noruega, México e Guiana, “enquanto há uma baixa no fornecimento de países como Estados Unidos, Rússia e outras partes da Europa da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”.

O relatório também afirma que “os Estados Unidos, o Brasil, o Canadá e a Austrália foram os principais impulsionadores do crescimento em 2019 e continuam liderando o crescimento em 2020, com a adição da Noruega e da Guiana”.

O reporte chega logo após a reunião de dezembro da Opep e seus aliados, onde foi decidido que haveria um corte adicional de 500 mil bpd às reduções que já estavam em voga. A medida determina, portanto, que os países participantes devem cortar em 1,7 milhões de bpd a sua produção até março. Segundo o relatório, a oferta dos membros da Opep deve ser de 4,83 milhões de bpd.

Para o crescimento econômico mundial, a Opep revisou sua projeção de 2020 em 0,1 ponto percentual (pp) para 3,1%. Para os Estados Unidos, a organização prevê uma elevação de 1,9% na economia. Para a Eurozona, ela espera uma alta de 1,0%, para a China, 5,9% e para o Brasil, 2,0%. Segundo a Opep, “o setor de serviços será um importante fator de apoio”, mas ela espera que a indústria e o comércio global “se recuperem”.