Dado de emprego é insuficiente para mudar política do Fed, diz Mester

A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central note-americano), Loretta Mester / Foto: Fed Cleveland

São Paulo – A presidente da unidade do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Loretta Mester, disse que ganhos de empregos de maio foram sólidos, mas não o suficiente para mudar a direção da política monetária do banco central norte-americano.

“Resumindo, eu gostaria de ver mais progresso do que onde estamos agora”, afirmou ela em entrevista para a rede CNBC.

Em maio, a economia dos Estados Unidos criou 559 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego caiu para 5,8%, de 6,1% em abril. O número de vagas criadas ficou abaixo da projeção dos analistas, que esperavam abertura de 663 mil vagas. A taxa de desemprego veio abaixo da previsão, de 5,9%. Já os salários subiram em 0,5% em base mensal e em 2,0% em termos anuais – ambos acima das estimativas.

Mester disse, que este ano não tem direito a voto, disse que o relatório de emprego de maio não atende à referência de progresso adicional substancial que o Fed estabeleceu antes de começar a normalizar a política monetária.

Desde março do ano passado, o Fed mantém a taxa de juros perto de zero e vem conduzindo compras de ativos, atualmente no valor de US$ 120 bilhões mensais.

“Conforme a economia se recupera do impacto da pandemia do novo coronavírus, teremos discussões sobre nossa postura da política geral, incluindo nossos programas de compra de ativos, e incluindo nossas taxas de juros”, afirmou ela.

“Estamos procurando e baseando nossas decisões políticas em resultados, o quão perto estamos de voltar a cumprir nosso mandato duplo, o que os dados econômicos nos dizem. Em vez de apenas ter uma previsão, queremos ver nos dados”, acrescentou.

Mester afirmou ainda que está despreocupada com as recentes pressões inflacionárias que empurraram o índice de preços para gastos pessoais (PCE) – o indicador preferido do Fed para a inflação – para uma alta de 3,1% em base anual, bem acima da meta de 2,0% do banco central norte-americano.