Crescimento da economia desacelera em 2019, a 1,1%

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Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real. (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil )

São Paulo – A economia brasileira cresceu pelo terceiro trimestre consecutivo entre outubro e dezembro de 2019, em +0,5% em relação ao período imediatamente anterior, quando avançou 0,6% frente ao segundo trimestre do ano passado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a mediana projetada pelo Termômetro CMA, de +0,5%.

Já em relação ao quarto trimestre de 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou o décimo segundo resultado positivo seguido ao final do ano passado, de +1,7%. O resultado na comparação anual ficou levemente acima da mediana projetada pelo Termômetro CMA, de +1,6%.

Com isso, a economia do país cresceu 1,1% em 2019, desacelerando-se em relação à expansão de 1,3% registrada em 2018 e 2017. Em valores, o PIB do Brasil somou R$ 7,257 trilhões no acumulado do ano passado, sendo R$ 1,893 trilhão apenas no quarto trimestre.

Entre os componente do PIB, na ótica da oferta, o setor agrícola interrompeu dois trimestres seguidos de alta e caiu 0,4% entre outubro e dezembro de 2019 em relação aos três meses anteriores, mas avançou avançou pelo sétimo trimestre seguido ante igual período de 2018, em +0,4%. O PIB do agronegócio somou R$ 60 bilhões no quarto trimestre do ano passado, acumulando alta de 1,3% em 2019 (R$ 322 bilhões).

Já o PIB da indústria subiu pelo terceiro trimestre seguido, nas duas bases de comparação, em +0,2% no confronto trimestral e em +1,5% em relação ao mesmo período de 2018. O PIB industrial somou R$ 331,7 bilhões no quarto trimestre do ano passado, acumulando alta de 0,5% em 2019 (R$ 1,301 trilhão).

Ainda do lado da oferta, o PIB de serviços registrou o quarto trimestre consecutivo de alta e subiu 0,6%, em base trimestral. Na comparação anual, o PIB do setor teve alta de 1,6%, no décimo primeiro resultado positivo. O PIB de serviços somou R$ 1,223 trilhão no quarto trimestre do ano passado, acumulando alta de 1,3% em 2019 (R$ 4,590 trilhões).

Já pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 0,5% no quarto trimestre de 2019, no sexto trimestre seguido de resultado positivo. Em relação ao mesmo período de 2018, o consumo das famílias teve alta de 2,1%, no décimo primeiro resultado positivo seguido. No quarto trimestre do ano passado, o consumo das famílias somou R$ 1,239 trilhão, acumulando alta de 1,8% em 2019 (R$ 4,712 trilhões).

Ainda nessa ótica, o consumo do governo interrompeu dois trimestres seguidos de queda, nas duas bases de comparação, e subiu 0,4% ante o trimestre anterior e +0,3% em relação ao mesmo período de 2018. Os gastos do governo somaram R$ 423,4 bilhões de outubro a dezembro de 2019, acumulando queda de 0,4% em todo o ano passado (R$ 1,472 trilhão).

Por fim, a formação bruta de capital fixo (FBCF) no país interrompeu dois trimestres seguidos de alta e caiu 3,3% no quarto trimestre de 2019 em relação ao período anterior. Trata-se da maior queda trimestral desde o terceiro trimestre de 2016. Já na comparação com igual período de 2018 houve leve baixa de de 0,4%, após oito trimestres seguidos de resultados positivos.

Essa parcela do PIB, que se refere aos investimentos produtivos, somou R$ 280,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, acumulando alta de 2,2% em 2019 (R$ 1,114 trilhão).