Cresce o pessimismo na indústria de materiais de construção

Por Allan Ravagnani

São Paulo – No mês de maio, 38% das empresas do setor de material de construção se manifestaram pessimistas sobre as ações do governo Bolsonaro para o setor, somadas a 54% das empresas que veem as ações com indiferença e apenas 8% mostraram algum otimismo com o governo neste mês, em janeiro esse número era 56%.

Os dados são da edição de maio da pesquisa Termômetro da Indústria de Materiais de Construção, realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

Quando analisado o faturamento das empresas em maio, para 33% o resultado no mês foi “bom”, 29% avaliam o período como regular e as demais 37% reportaram desempenho “ruim” ou “muito ruim.

O aumento do pessimismo impactou as pretensões de investimento no médio prazo, bem como é refletido no nível de utilização de capacidade instalada da indústria de materiais de construção. Na atual edição do termômetro, caiu de 83% para 62% o número de associadas com pretensões de fazer investimentos em sua produção e, com queda de 3%, o setor chegou a 69% de utilização da capacidade instalada.

“Seguimos com obras de infraestrutura paralisadas, questões como a modernização do marco regulatório para o saneamento básico também sem avanço. Tudo isso somado à crescente expectativa sobre as condições de aprovação das necessárias reformas da previdência e tributária criam um ambiente que não favorece as expectativas”, apontou o presidente da associação, Rodrigo Navarro.

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