Credit Suisse reduz recomendação para Gerdau e eleva Usiminas; ações reagem

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São Paulo – O Credit Suisse reduziu a recomendação das ações da Gerdau de “outperform” (equivalente à compra) para “neutral” (equivalente à manutenção), passando a preferir as ações da Usiminas, que tiveram recomendação elevada de para compra. Os preços-alvo das siderúrgicas também foram alterados, com o da Gerdau elevado de R$ 26,00 para R$ 32,00 e o da Usiminas de R$ 12,00 para R$ 20,00.

Com isso, as ações da Usiminas (USIM5) estão entre as maiores altas do Ibovespa, com alta de 2,30%, a R$ 16,88, às 13h40 (horário de Brasília). Já os papéis da Gerdau (GGBR4) tinham queda de 1,47%, a R$ 23,77.

Segundo os analistas do Credit Suisse, a demanda de aços planos deve superar o desempenho de aços longos, segmento no qual a Gerdau atua, ao longo de 2021. Após um ano positivo para os aços longos em 2020, a previsão, agora, é que a demanda de aços longo cresça 7% este ano, enquanto a de aços planos deve crescer cerca de 10%.

“Além disso, o ambiente de preços no mercado doméstico brasileiro tem desfrutado de um forte momento, com várias rodadas de aumentos de preços de aço sendo anunciadas desde julho de 2020, e de acordo com nosso canal verifica os preços devem continuar aumentando até janeiro e fevereiro de 2021”, destacam ainda os analistas do banco suíço, em relatório.

O banco destaca que a diferença entre os preços de aço importado e nacional abre espaço para novos aumentos em torno de 15% no total, provavelmente em janeiro e fevereiro. Um aumento de cerca de 30% nos preços para as montadoras também está entrando em vigor este ano.

MINÉRIO DE FERRO, VALE E CSN

O Credit Suisse ainda acredita que o momento continua positivo para os preços de commodities como o minério de ferro e, consequentemente, o aço. A previsão é que a demanda chinesa de aço permaneça saudável pelo menos até meados do ano, enquanto a oferta de minério deve seguir restrita devido aos desafios climáticos no primeiro semestre (ciclones na Austrália, estação chuvosa no Brasil e La Niña), além de potenciais obstáculos de produção da Rio Tinto causados atrasos da Vale em algumas de suas operações.

Dessa forma, o banco elevou suas projeções para a commodity, passando a esperar que os preços de minério de ferro fiquem, em média em US$ 130,00 a tonelada em 2021, frente projeção anterior de US$ 105,00. Já em 2022, a previsão é de minério em US$ 110,00, ante previsão anterior de US$ 83,00/t.

Neste contexto, os analistas acreditam que a Vale e a CSN devem se beneficiar, com embarques de minério devendo crescer. A recomendação de compra para as ações da duas empresas foi mantida, com os preços-alvo sendo elevados. O preço-alvo das american depositary receipts (ADRs, recibos de ação de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores de Nova York) Vale passou de US$ 18,00 para US$ 23,50, já o da CSN passou de R$19,00 para R$ 46,00.