Credit Suisse eleva preço-alvo de B2W, Americanas, Magazine Luiza e Via Varejo

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São Paulo – O Credit Suisse elevou o preço alvo de varejistas que possuem e-commerce, como B2W, Lojas Americanas, Magazine Luiza e Via Varejo, destacando que as companhias estão capitalizadas e ainda podem aproveitar a baixa penetração do comércio eletrônico no Brasil, mesmo com os papéis mostrando fortes altas desde o início da pandemia de coronavírus.

Os papéis da B2W tiveram o preço-alvo elevado para R$ 100,00, de R$ 70,00; enquanto o das Lojas Americanas subiu para R$ 35,00, de R$ 30,00. Já o preço-alvo do Magazine Luiza é estimado em R$ 100,00, ante projeção anterior de R$ 55,00, enquanto o da Via Varejo foi elevado para R$ 24,00, de R$ 21,00. O banco manteve a recomendação “neutral” (equivalente à manutenção) para a B2W e Magazine Luiza, assim como a recomendação de “outperform” (equivalente à compra) para Lojas Americanas e Via Varejo.

“Neste momento, há boas razões para justificar valiosas avaliações neste segmento – não apenas para o comércio eletrônico em baixa penetração no Brasil, mas também devido ao arsenal nos bastidores (dinheiro) que as empresas têm para desbloquear ainda mais valor para retornos potenciais ainda maiores do que os atuais”, disseram os analistas do Credit Suisse, em relatório.

Segundo os analistas, as quatro empresas são “altamente capitalizadas” e focadas na alocação de capital para melhorar seus ecossistemas, com o objetivo de tirar o máximo proveito do “impulso de digitalização” promovido pela pandemia. Com todas já preparadas e com dinheiro, os analistas ainda esperam ver um aumento de fusões e aquisições no setor, com empresas tentando aumentar seu mercado total.

Em uma simulação da participação de mercado implícita no comércio eletrônico do Brasil em 2025, considerando diversos cenários, o Credit Suisse ainda afirmou que o Magazine Luiza parece precificar projetos futuros além do e-commerce nos preços atuais, enquanto a Via Varejo parece atraente em quase todos os cenários, uma vez que os preços atuais representam uma perda importante de market share nos próximos anos, o que acreditam que não é tão provável de acontecer.

Para o terceiro trimestre, os analistas projetam mais um trimestre forte para as companhias, embora o crescimento das vendas online naturalmente desacelere com as lojas físicas praticamente totalmente reabertas diante da melhora da pandemia.