Credit Suisse aumenta preço-alvo da Rumo incluindo ganhos com ferrovia no Mato Grosso

Foto divulgação: Rumo

São Paulo – O Credit Suisse elevou o preço-alvo da Rumo, empresa de logística do grupo Cosan, para R$26,00 (de R$ 25,00) para os próximos 12 meses e manteve a classificação “outperform” (equivalente à compra) para incorporar as expectativas de economia e retornos geradas pela assinatura do contrato com o governo do Mato Grosso para a construção de ferrovias que interligarão o terminal rodo-ferroviário de Rondonópolis à Cuiabá e Lucas do Rio Verde.

“Em nossa visão, este é um desenvolvimento transformacional para a Rumo, que aumentará muito a sua competitividade em regiões que estão em rápido crescimento no centro e norte do estado do MT. Também adiciona potencial significativo para o crescimento contínuo e agrega valor à empresa a longo prazo”, escreveram os analistas Regis Cardoso, Henrique Simões e Alejandro Zamacona, que anteciparam suas estimativas que devem ser anunciadas pela empresa em evento com analistas na quarta-feira (29).

Os analistas consideram que, no preço atual da ação (R$ 17,70), está sendo negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real alavancada de cerca de 10,0%, que representa um aumento de cerca de 160 pontos base ante a avaliação sem o projeto, que adiciona R$4,8 por ação em valor e mais que compensa o maior custo de capital (-R$3,8 por ação), visto que o aumento na TIR consolidada supera os custo de desenvolvimento e inflação mais altos incorporados ao modelo.

Eles lembram que, como a extensão ferroviária só entrará em operação e contribuirá para o balanço da companhia no fim da desta década e que, até então, 2021 continuará a ser afetado negativamente por volumes fracos da safra de milho, mas esperam que esta tendência negativa reverta para um momentum positivo com uma projeção de volumes recordes de safra em 2022 seguida por novas tarifas de pedágio na BR-163, aumentando ainda mais o poder de precificação da companhia em 2023.

As estimativas de ebitda para 2021 e 2022 permanecem praticamente inalteradas em R$ 3,9 bilhões e R$ 4,8 bilhões, respectivamente (de R$ 3,9 bi e R$4,7 bi), considerando, entre os riscos as condições climáticas que afetam a produção de grãos e exportações; aumento da competição, principalmente no Arco Norte; e taxas de juros mais altas.

Às 16h21 (horário de Brasília) o papel da empresa (RAIL3) operava perto da estabilidade (-0,05%), a R$ 17,69, após abrir em alta, seguindo a oscilação do Ibovespa nesta segunda-feira.