CPI da covid ouve secretária Mayra Pinheiro dia 25

O vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL). (Foto Jefferson Rudy/Agência Senado)

São Paulo – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga erros e omissões do governo no combate à pandemia de covid-19 ouvirá a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, na próxima terça-feira (25) e no dia 26 deve realizar uma reunião apenas para votar requerimentos de convocação e de pedido de informações.

“Tem nomes que é consenso, tem outros que não são, acho melhor fazermos isso numa sessão inteira”, disse o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), antes de submeter o cronograma a uma votação simbólica da comissão.

Mayra Pinheiro deveria ser ouvida hoje pela CPI, mas a extensão do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello obrigou a mudança de data. Pinheiro foi a responsável, segundo Pazuello, pela plataforma TrateCOV.

A plataforma foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde para agilizar o diagnóstico de covid-19 e estava sendo testada em Manaus (AM) no início deste ano. Ela foi tirada do ar após vir à tona que sugeria tratar a doença com cloroquina. O código do aplicativo também incluía diversos trechos em que era mencionado o “tratamento precoce”, algo que o próprio Pazuello reconheceu ser tecnicamente incorreto, visto que não existe tratamento comprovado contra a covid-19.

Ontem, na audiência com a CPI, Pazuello disse que o TrateCov não chegou a entrar em operação, mas que alguém copiou o código da aplicação e distribuiu para uso.

“Era um protótipo, e esta plataforma não foi distribuída aos médicos. Foi copiada por um cidadão e depois fizemos boletim de ocorrência e investigação policial sobre isso. Este cidadão fez divulgação da plataforma com usos indevido”, disse Pazuello, acrescentando que mandou tirar do ar o protótipo quando descobriu.