Conselho Empresarial Brasil-China propõe bases para estratégia comercial entre os países

Diretoria da entidade é formada por executivos do Bradesco, Vale, BRF, Siemens, Itaú BBA e Embraer

256

São Paulo – O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), entidade que tem em sua diretoria executivos do Bradesco, Vale, BRF, Siemens, Itaú BBA e Embraer, lançou um estudo assinado pela diplomata Tatiana Rossito, para propor bases para uma estratégia de longo prazo para as relações comerciais do Brasil para a China.

Entre os pontos abordados estão os impactos para o Brasil em relação às transformações que a China experimentará até 2050, oportunidades geradas pela ascensão do país asiático, novas áreas de possível cooperação entre os dois países e como explorar as promessas trazidas pela tecnologia e inovação.

A influência dos Estados Unidos no relacionamento comercial dos dois países, como nos episódios recentes envolvendo o setor de telecomunicações, é abordado no estudo.

“Os resultados do comércio Brasil-China nos últimos anos expressam uma agenda exitosa de complementaridade com poucos paralelos no mundo. Mas também denotam que o Brasil não tem sido capaz de implementar a contento as suas declaradas prioridades nas relações com o principal parceiro comercial diversificação e agregação de valor à pauta de exportações. A velocidade das transformações e o papel das tecnologias digitais requerem grandes esforços e coordenação se o Brasil quiser se beneficiar da China com agregação de valor aos seus produtos. Tão importante quanto o que o Brasil pode exportar para a China, é o que o Brasil importa ou pode importar da China, e como pode construir canais estáveis e eficientes para absorção de novas tecnologias em que a China oferece liderança crescente”, diz um dos trechos.

Fundado em 2004, o CEBC é uma instituição bilateral sem fins lucrativos formada por seções independentes no Brasil e na China, dedicada à promoção do diálogo entre empresas dos dois países.