Concessões de crédito somam R$ 2,6 trilhões de março a outubro, diz Febraban

O valor concedido durante a pandemia foi 4,6% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano passado

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Foto: União Europeia (UE)

São Paulo – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as concessões de crédito somaram R$ 2,6 trilhões entre 1 de março a 23 de outubro, crescimento de 4,6% em relação ao mesmo intervalo de 2019, considerando o total das operações de crédito para pessoa jurídica (PJ) e pessoa física (exceto crédito rotativo), contratações, renovações e suspensão de parcelas.

No mesmo período, o setor renegociou 15,6 milhões de contratos com operações em dia, que têm um saldo devedor total de R$ 917,6 bilhões. A soma das parcelas suspensas dessas operações repactuadas totaliza R$ 127,6 bilhões e elas passaram a ter uma carência entre 60 a 180 dias para pagar suas prestações. A maioria dos agentes beneficiados com prorrogação de parcelas é representada por pequenas empresas e pessoas físicas, que somam R$ 69,6 bilhões.

Ainda no mesmo intervalo, a entidade aponta que o setor bancário concedeu cerca de R$ 247,8 bilhões em crédito para as micro e pequenas empresas, incluindo novos contratos e renovações. Nesse período, o setor renegociou 1,68 milhão de contratos de micro e pequenas empresas, no valor total de R$ 101,3 bilhões, com carência entre 60 a 180 dias do pagamento, com alívio no pagamento de parcelas de R$ 17,1 bilhões. No âmbito do Pronampe já foram realizadas 475.895 operações, com desembolsos de R$ 32,8 bilhões.

Por segmentos, considerando dados consolidados entre março e setembro, os maiores crescimentos foram nas operações de crédito direcionado, de 52,9%, totalizando R$ 296,2 milhões, e na Pessoa Jurídica, de 14,9%, somando R$ 1,188 trilhões. No crédito livre, as concessões ficaram estáveis (0,1%), em R$ 2,o57 trilhões e na pessoa física, caíram 4,2%, para R$ 1,165 trilhões.

Por fim, a entidade ressaltou que entre fevereiro e setembro deste ano, mesmo com o aumento do risco nas operações de crédito e a expectativa de aumento da inadimplência, a taxa de juros para o conjunto das operações de crédito recuou 5,0 pontos percentuais, de 23,1% para 18,1% ao ano, e o spread médio das operações de crédito caiu 4,4 pp, de 18,6% para 14,2%.