Embraer prevê recuperação do tráfego global de passageiros

221
Divulgação: Embraer jato E195-E2

São Paulo – A Embraer disse que entregará 4420 jatos de até 150 assentos até 2029, com base na projeção de que o tráfego global de passageiros, medido em passageiros pagantes transportados por quilômetro (RPK, na sigla em inglês), só retornará aos níveis de 2019 em
2024, devido aos impactos da pandemia de covid.

Segundo a empresa, o RPK ficará 19% abaixo do volume previsto pela empresa até 2029, com recuperação mais rápida na Ásia Pacífico, onde os RPKs crescerão a uma média de 3,4% ao ano.

“O impacto de curto prazo da pandemia global tem implicações de longo prazo na demanda por novas aeronaves”, disse Arjan Meijer, presidente da Embraer Aviação Comercial.

Segundo a companhia, 75% das entregas substituirão aeronaves antigas e 25% representarão o crescimento do mercado e a maior parte delas será para companhias aéreas da América do Norte (1520 unidades), China e Ásia Pacífico (1220 unidades).

Até 2029, a companhia entregará 1080 novos turboélices, sendo a maior parte para companhias aéreas da China e Ásia-Pacífico (490 unidades) e Europa (190 unidades).

TENDENCIAS

Segundo a companhia, a pandemia global está causando mudanças fundamentais
no mercado que redefinirão os padrões de viagens aéreas e a demanda por novas aeronaves.

As quatro principais tendências apontadas são o redimensionamento da frota para aeronaves de menor capacidade, para atender à baixa demanda; regionalização para proteger as cadeias de suprimentos contra choques externos, gerando novos fluxos de tráfego; opção por voos de curta distância e descentralização de escritórios de grandes centros urbanos; aeronaves mais eficientes e sustentáveis.

“Nossa previsão reflete algumas das tendências que já estamos observando, como a aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes, a preferência por aviões menores para atender à demanda mais baixa de forma lucrativa, e a crescente importância das rotas domésticas e regionais para as companhias na restauração do serviço aéreo”, disse Meijer.