China apela a EUA a voltarem atrás em sanções a empresas chinesas

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Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China. Wang Wenbin. Foto: Divulgação/ Ministério de Relações Exteriores da China

São Paulo – A China criticou o decreto de ontem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de proibir investimentos em empresas chinesas ligadas a militares, apelando que o governo norte-americano volte atrás na decisão.

“A China apela aos Estados Unidos a terem uma visão correta da política de desenvolvimento da integração civil-militar da China, parem com o ato errôneo de suprimir imprudentemente certas empresas chinesas sob o pretexto da segurança nacional e revoguem a decisão errônea”, disse o disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

“Protegeremos firmemente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas”, acrescentou o porta-voz, em coletiva de imprensa. Segundo ele, os Estados Unidos adotaram a medida “por motivos políticos” e o país “abusou do poder nacional”.

Além disso, “violou gravemente os princípios de concorrência de mercado e as regras econômicas e comerciais internacionais e interferiu seriamente na economia, comércio e cooperação de investimento entre a China e os Estados Unidos”.

Trump assinou um decreto ontem proibindo os norte-americanos de investirem em 31 empresas identificadas pelos Estados Unidos como auxiliando na modernização do Exército de Libertação Popular da China. As empresas incluem grandes estatais aeroespaciais, de construção naval e construção, bem como tecnologia.

O decreto entra em vigor em 11 de janeiro e dá aos investidores norte-americanos até novembro de 2021 para se desfazerem de quaisquer investimentos que contenham títulos chineses.

Na mesma coletiva, o porta-voz parabenizou Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.