Chefe do Serviço Postal dos EUA adia mudanças para depois das eleições

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São Paulo — O chefe do Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS), Louis DeJoy, adiou algumas mudanças no correio para depois da eleição de novembro deste ano para evitar, segundo ele, impactos na votação por correspondência.

“O Serviço Postal dos Estados Unidos desempenhará um papel crítico este ano na entrega de correspondência eleitoral para milhões de eleitores em todo o país. Recentemente, tem havido muita discussão sobre se os correios estão prontos, dispostos e são capazes de enfrentar este desafio”, disse DeJoy em comunicado.

DeJoy, cujas medidas radicais de corte de custos no USPS levantaram alertas sobre atrasos generalizados na correspondência que poderiam impactar na eleição de novembro, não citou quais iniciativas específicas estava suspendendo, mas deu garantias de que o serviço estará operacional para o pleito.

“O Serviço Postal está pronto hoje para lidar com qualquer volume de correspondência eleitoral que receber neste outono. Mesmo com os desafios de manter nossos funcionários e clientes seguros e saudáveis enquanto operam em meio a uma pandemia, entregaremos a correspondência eleitoral do país no prazo e dentro de nossos padrões de serviço bem estabelecidos. O público americano deve saber que esta é nossa prioridade número um até o dia das eleições”, afirmou ele.

Segundo a nota, o horário de funcionamento dos correios não será alterado, as instalações de processamento não serão fechadas e o equipamento de processamento não será movido. Ele também disse que “as horas extras foram e continuarão a seraprovadas conforme necessário”.

DeJoy está agendado para testemunhar perante o Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado, majoritariamente republicano, e o Comitê de Supervisão da Câmara liderado pelos democratas na segunda-feira.