Câmara veta pela segunda vez proposta de Johnson para antecipar eleições

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – A Câmara dos Comuns do Reino Unido rejeitou pela segunda vez a proposta de antecipar as eleições no país, apresentada pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, no último dia de sessão da casa antes da suspensão do Parlamento.

A moção de Johnson foi rejeitada ontem porque conseguiu o apoio de apenas 293 dos 650 legisladores da Câmara, enquanto precisava do voto favorável de 434 deputados. O premiê já havia apresentado esta proposta na semana passada, e ela também havia sido rejeitada.

“Vocês agora negaram duas vezes ao povo britânico o direito de falar em uma eleição”, disse Johnson após a votação. Agora, o Parlamento ficará fechado por cinco semanas, voltando a se reunir no dia 14 de outubro, poucos dias antes do prazo do Brexit, em 31 de outubro. Johnson justificou o pedido de suspensão para preparar um novo programa de política nacional. 

“Esperamos que você reflita sobre a questão da prorrogação e fechamento do Parlamento para evitar que o governo preste contas”, disse o líder do Partido Trabalhista, de oposição, Jeremy Corbyn.

O Parlamento voltou do recesso no dia 3 de setembro e, desde então, Johnson teve diversas derrotas. Os legisladores aprovaram o projeto de lei para evitar que o Reino Unido saia União Europeia (UE) sem acordo, obrigando o primeiro-ministro a pedir uma prorrogação do prazo do Brexit à Bruxelas caso nenhum entendimento seja alcançado. A proposta recebeu aprovação real e se tornou lei ontem.

O premiê disse que “prefere morrer” a pedir um adiamento do prazo. Ele assumiu o cargo em julho e prometeu retirar o Reino Unido do bloco europeu em 31 de outubro, com ou sem acordo.

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