Brasileiro só vê melhora na economia em 2022, diz Febraban

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São Paulo – A condição financeira familiar e a economia brasileira só irão melhorar em 2022 para 54% e 75% da população, indica pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com três mil pessoas de todas as regiões do País, entre os dias 1 e 7 de março.

Segundo a pesquisa, nos próximos seis meses, o acesso ao crédito é o aspecto econômico que desfruta de melhor previsão. Por outro lado, confirmando as notícias sobre aumento do desemprego e da inflação, esses são os itens, juntamente com taxa de juros, sobre os quais os entrevistados, de todos os estratos demográficos, vislumbram a maior piora nos próximos meses.

“Grande parte das famílias tem ou teve que conviver por um longo período com perdas financeiras, esvaziamento das reservas, redução salarial, desemprego. Diante de tantas dificuldades enfrentadas, não é de se estranhar o pessimismo quanto à recuperação financeira das pessoas e do país”, diz o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe, responsável pela pesquisa.

No aspecto de recuperação da economia, só 23% dos respondentes está mais otimista e acredita ser possível uma melhora ainda esse ano. Em relação ao Brasil, a percepção é ainda pior: 75% não acreditam em recuperação econômica ainda esse ano. Sobre o cenário econômico, 80% preveem o aumento da inflação e do custo de vida, 76% acreditam que a taxa de juros vai aumentar, 70% acham que o desemprego vai crescer, 64% vislumbram a diminuição do poder de compra das pessoas e 35% apostam na diminuição do acesso ao crédito, enquanto 30% opinam sobre seu aumento.

Em relação ao consumo, quando a situação financeira melhorar, 31% querem investir na poupança, 27% aplicar em outros investimentos bancários. Parcela significativa dos entrevistados também quer fazer cursos e melhorar a educação sua e da família (25%), viajar (25%), comprar imóvel (23%) e reformar a casa (21%), fazer ou melhorar o plano de saúde (17%). Compras de carro e eletrodomésticos/eletrônicos foram indicadas por 11% e 10% dos entrevistados.

A pesquisa indica que 57% confiam nos bancos, nas empresas privadas (51%) e nas fintechs (49%) no cenário de recrudescimento da crise sanitária e econômica, enquanto 69% da população bancarizada se diz satisfeita com o atendimento prestado durante a pandemia.

As maiores contribuições dos bancos apontadas referem-se à economia (51% de contribuição positiva contra 18% de negativa) e ao enfrentamento da crise do coronavírus (45% de contribuição positiva contra 18% de negativa).

PIX

A pesquisa também avaliou o uso do PIX sistema de pagamento digital do Banco Central, que indicou que 43% fizeram transferência bancária por meio do sistema, sendo para fazer (37%) ou receber (32%) pagamento e 31% para receber transferência e 38% afirma não ter usado. 58% que atribuem notas de 7 a 10 à ferramenta.

PROTEÇÃO DE DADOS

Seis em cada dez entrevistados se sentem inseguros – 41% pouco seguros e 21% nada seguros – com relação à proteção de seus dados pessoais na internet e 56% dos entrevistados afirmam tomar cuidado e adotar medidas protetivas; enquanto 29% têm apenas “um pouco” de cuidado.