Bolsonaro responsabiliza Congresso por corte de R$ 3,2 bilhões no orçamento de 2022

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou, da área externa do Palácio do Planalto, em Brasília, a manifestação de apoiadores de seu governo, que está sendo realizada na capital federal e em outras cidades do país. (Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro responsabilizou o Congresso Nacional pelo corte de R$ 3,2 bilhões no Orçamento Geral da União de 2022. Segundo Bolsonaro, os congressistas “inflaram o orçamento”, levando-o a vetar despesas. O presidente afirmou que, ao longo do ano, conforme a arrecadação for aumentando, o valor será recomposto.

“Eu cortei R$ 3 bilhões do Brasil todo. O parlamento fez um orçamento além da previsão de receita e sou obrigado a cortar. Estão me esculhambando em Santa Catarina. Mas a gente vai recompor ao longo do ano, porque tem excesso de arrecadação”, afirmou Bolsonaro. “É impressionante a crítica. Por que não criticou os parlamentares que inflaram o orçamento”, completou.

A declaração foi feita nesta quinta-feira em conversa com apoiadores na portaria do Palácio da Alvorada. “Parte da imprensa de Santa Catarina está batendo em mim porque cortei R$ 38 milhões no orçamento de Santa Catarina”, disse Bolsonaro, quando um grupo de pessoas se apresentou como moradores de Santa Catarina.

O corte de R$ 3,2 bilhões abrangeu de emendas de comissão e verbas não obrigatórias dos ministérios, incluindo as áreas de educação, ciência e tecnologia. O governo disse que foi necessário vetar programações orçamentárias para ajustar gastos obrigatórios relacionados às despesas de pessoal e encargos sociais. Sendo assim, será necessário encaminhar projeto de lei de crédito adicional com o aproveitamento do espaço fiscal resultante dos vetos das programações.

O valor total das despesas previstas no orçamento 2022 é de R$ 4,7 trilhões, sendo R$ 1,9 trilhão referente ao refinanciamento da dívida pública. O resultado primário previsto é de déficit de R$ 79,3 bilhões. Esse montante é inferior à meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias, devido à elevação da estimativa de receitas primárias realizadas pelo Congresso Nacional.