Bolsonaro agradece Índia por exportar vacinas ao Brasil

256
Coletiva de Imprensa do Presidente da República, Jair Bolsonaro e Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro agradeceu, em sua conta no Twitter, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pela exportação de vacinas ao Brasil. Hoje cedo, por volta das 9h (de Brasília), o Ministério de Relações Exteriores da Índia confirmou em entrevista coletiva que o país havia despachado doses de vacina para o Brasil e para o Marrocos.

“O Brasil sente-se honrado em ter um grande parceiro para superar um obstáculo global. Obrigado por nos auxiliar com as exportações de vacinas da Índia para o Brasil”, disse o presidente em sua conta no Twitter.

Mais cedo, Bolsonaro disse que se as vacinas contra a covid-19 da AstraZeneca chegassem ao Brasil hoje à noite, seriam distribuídas amanhã. Ele, no entanto, não confirmou a informação de que as vacinas estavam a caminho e disse ter sido informado disto pela imprensa.

“A imprensa internacional falou que hoje à noite chega avião com 2 milhões de doses da AstraZeneca a Guarulhos”, disse Bolsonaro a jornalistas.

O porta voz do Ministério de Relações Exteriores da Índia disse numa entrevista coletiva mais cedo que o país começou a enviar vacinas para os países que haviam encomendado doses – caso do Brasil. “Entendo que embarques para Brasil e Marrocos já foram despachados”, disse ele, acrescentando que outros países que receberão a vacina nos próximos dias incluem Arábia Saudita, África do Sul, Bangladesh e Mianmar.

Questionado se havia tratado da chegada da vacina com as autoridades da Índia, Bolsonaro disse que “obviamente conversa com autoridades”, mas que não poderia divulgar o que foi discutido.

Bolsonaro também negou ser contrário às vacinas e disse que a partir do momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso das substâncias, ainda que em caráter emergencial, “não tenho mais o que discutir”.

Ele ressaltou, no entanto, que continuará defendendo a não obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19.