BoJ mantém política monetária inalterada

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve ontem sua política monetária inalterada e reiterou que os juros do país vão permanecer baixos por um longo período, ao menos até a primavera local de 2020, entre os meses de março e junho.

O trecho definindo um prazo específico até quando os juros devem ficar baixos foi acrescentado no comunicado da reunião anterior, de abril, e permaneceu inalterado na decisão de ontem. O banco não fez nenhuma nova menção a afrouxamento monetário, como fizeram esta semana o Banco Central Europeu (BCE) e o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

A taxa de depósitos aplicada sobre parte das reservas dos bancos comerciais, que serve como referência para os juros de curto prazo, ficou em -0,1%, e a meta para os juros dos títulos de dívida pública de dez anos, usada de referência para o longo prazo, permaneceu em zero. O banco também continuará comprando títulos públicos de forma flexível num ritmo de cerca de 80 trilhões de ienes por ano.

O banco também continuará comprando, anualmente, 6 trilhões de ienes em ETFs (fundo de índice, ou exchange-traded fund, em inglês) e 90 bilhões de ienes em títulos imobiliários, valores que também podem oscilar dependendo das condições do mercado. O volume de dívida corporativa no balanço do BoJ ficará inalterado.

O BoJ reiterou que, para definir sua política monetária, vai levar em conta “incertezas relativas à atividade econômica e aos preços, incluindo os acontecimentos nas economias estrangeiras e os efeitos do aumento previsto do imposto sobre o consumo”.

Com relação à economia japonesa, a tendência tem sido de “expansão moderada, com um ciclo virtuoso da renda aos gastos operacionais, embora as exportações e a produção tenham sido afetadas pela desaceleração nas economias estrangeiras”. Já as expectativas de inflação permaneceram inalteradas, segundo o BoJ.

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