BofA aumenta preço-alvo do Itaú Unibanco após aquisição da Avenue

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Fachada de agência do Itaú. (Foto: Thomas Hobbs/Flickr)

São Paulo – O Bank of America (BofA) reiterou a recomendação compra de papéis do Itaú e aumentou o preço-alvo das ações para R$30, depois que o banco anunciou a compra 35% da Avenue, plataforma de negociação de varejo focada em investimentos no exterior.

“Embora esse negócio seja relativamente pequeno para o Itaú, vemos valor estratégico para o negócio de investimentos de varejo do banco, que foi interrompido pela restrição do Banco Central do Brasil no negócio do XP”, diz a análise.

O Itaú vai pagar R$ 493 milhões (R$ 160 milhões primário), avaliando a Avenue em R$ 1,4 bilhão (pós-dinheiro). Fica ainda acordado que após dois anos o Itaú adquirirá uma participação adicional de 15,1%, com base em um múltiplo de receita pré-definido, atingindo 50,1% do capital total e votante”, calculam os analistas. O Itaú terá opção de compra para adquirir a participação remanescente em cinco anos após o fechamento da operação.

Na visão dos analistas do BofA, esta aquisição reforça o apetite do Itaú no negócio de investimentos de varejo, já que é a segunda transação este ano: em janeiro, o Itaú adquiriu a Ideal, uma corretora totalmente digital.

Para eles, os clientes do Itaú devem se beneficiar de um processo de integração mais simples e fácil na plataforma Avenue, que continuará funcionando independentemente do banco. Atualmente a Avenue tem mais cerca de 229 mil clientes ativos.

Em suma, o Itaú está aprimorando sua plataforma de investimentos, simplificando o acesso dos clientes aos mercados de investimentos estrangeiros e a uma conta corrente internacional, permitindo maior diversificação de investimentos do ponto de vista do produto e da região, informa o relatório. É importante ressaltar que a operação e gestão da Avenue permanecerá desvinculada da do Itaú, o que consideramos positivo, pois permite maior agilidade e retenção de talentos.