Biden inclui mais empresas chinesas em lista de proibição para negócios

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden / Foto: Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou decreto ampliando de 48 para 59 o número de empresas chinesas incluídas por seu antecessor, Donald Trump, em uma lista que proíbe investidores de colocarem dinheiro nessas companhias.

As empresas chinesas incluídas na lista ampliada são acusadas pela Casa Branca de ligações com o exército do país asiático.

De acordo com nota divulgada pela Casa Branca, o decreto de Biden aborda “a emergência nacional em curso declarada na ordem executiva 13959 de 12 de novembro de 2020 a respeito da ameaça representada pelo complexo militar-industrial da República Popular da China (RPC)”.

A ação do presidente dos Estados Unidos autoriza o governo de seu país a proibir “investimentos norte-americanos em empresas chinesas que prejudiquem a segurança ou os valores democráticos dos Estados Unidos e de seus aliados”.

Antes do anúncio, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, foi questionado por um repórter da agência “Bloomberg” sobre a iminência de ampliação da lista de proibições norte-americana.

Em resposta, Wang disse que a medida originalmente adotada por Trump foi gestada em “total desconsideração aos fatos”. Ainda segundo ele, “os Estados Unidos deveriam respeitar o estado de direito e o mercado, corrigir seus erros e interromper ações que prejudiquem a ordem do mercado financeiro global e os direitos e interesses legítimos dos investidores”.

Wang antecipou ainda que Pequim adotará as medidas cabíveis em defesa dos direitos e dos interesses das empresas chinesas.

Na prática, Biden dá continuidade à criticada política anti-China intensificada por seu antecessor em um momento no qual a ascensão chinesa é vista cada vez mais como uma ameaça a Washington.

No fim do mês passado, o presidente norte-americano ordenou a abertura de uma investigação sobre as origens do novo coronavírus. Meses atrás, uma investigação conduzida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou remota a possibilidade de o vírus ter sido criado em laboratório.